Raquel Montero

Raquel Montero

quinta-feira, 31 de julho de 2014

2012... ...um ano eleitoral com muitas reivindicações

    2012... ...um ano eleitoral com muitas reivindicações

  Na efervescência de um ano eleitoral, com tantas questões para serem pautadas e com tantas mudanças que as eleições poderiam causar em nossas vidas, buscamos otimizar o período para conseguirmos compromissos do Governo municipal. Partimos assim para uma nova manifestação, agora contra as ilegalidades no Plano Municipal de Resíduos Sólidos. Queríamos tudo que o Plano poderia ter e fazer pela cidade, e que em nada se assemelhava com o Plano aprovado pela Câmara e sancionado pela Prefeita Dárcy Vera. Queríamos o reconhecimento dos resíduos sólidos como promotor de cidadania, de renda e gerador de empregos, notadamente, com a valorização dos resíduos sólidos como riqueza e dos coletores de material reciclável como colaboradores do reconhecimento dessa riqueza para o município. Organizamos assim mais panelaços e conseguimos com eles fazer com que o Plano aprovado fosse interrompido e o MP passasse a intermediar a construção de um novo Plano com a participação da sociedade mediante audiências públicas. O momento foi emblemático, mostrou a força que os movimentos sociais podem ter.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Brasil mudou muito

   Sim, nestes últimos 11 anos o Brasil mudou muito e para muito melhor. Neste pequeno vídeo e outros que passaremos a divulgar aqui, mostraremos a defesa que estamos fazendo das mudanças promovidas por Lula e Dilma no Brasil, e que também influenciaram para mudanças no mundo, bem como a defesa que estamos fazendo para que as mesmas mudanças aconteçam em São Paulo, com a mesma qualidade e rapidez com que aconteceram no Brasil.#ParaqueoBrasilContinueCrescendo #ParaqueSãoPauloCresçaJuntocomoBrasil



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Jingle da nossa campanha

  Compartilhamos agora o jingle da nossa campanha e seguimos com mais sorrisos no rosto e com a vontade de renovação que faz os passos serem mais firmes, a caminhada mais esperançosa e o coração mais receptivo as inúmeras possibilidades da vida. #VamosJuntosMudarSãoPaulo

 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

2012... ...o que falta para o povo poder participar?







Muito se crítica a ausência de fiscalização do povo sobre a política. Porém, para alguns, quando ela é exercida, às vezes, não é bem-vinda. Vivemos isso na prática em Ribeirão. Logo em seguida protestarmos contra o aumento no subsídios dos vereadores passamos a protestar contra o aumento no número de vereadores, de 20 para 27. Nunca elencamos um número de vereadores, o que pedíamos era o mínimo para um sistema político que se diga democrático, ou seja, que o povo pudesse opinar e participar dessa decisão. Mas a maioria dos nossos vereadores não quiseram estabelecer o diálogo, e assim fizeram sessões relâmpagos, abandonaram a sessão antes de encerrá-la e respondiam sem  argumentos que dessem resposta a ausência de debate com a população. E foi essa ausência que fez eloquente os protestos do povo. E assim, após mais alguns panelaços e protestos da população, vencemos com mais uma redução. Os vereadores se retrataram e diminuíram de 27 para 22 o número de vereadores. Ainda não era o que queríamos, queríamos a revogação total do aumento, mas, às vezes, o alimento tem que ser dado em pequenas doses para para alimentar sem fazer mal, e assim para que continuemos a buscar mais e mais alimento. Foi o que fizemos.  

Raquel Montero

2012... ...panelaços que fizeram história



Revista Panorama - produzida junto com o jornal Gazeta de Ribeirão, em edição de junho de 2012




Foram cerca de dois meses fazendo panelaços seguidos em toda a sessão da Câmara de Vereadores de Ribeirão para revogar o aumento de 39,8% que os próprios vereadores deram em seus subsídios. Fizemos passeata, velório da ética na porta da Câmara, simbolizando a ética que os vereadores haviam enterrado com a aprovação do absurdo aumento. Foram momentos de viver o poder do povo, mas também os limites que o sistema impõe para o exercício desse poder. Momentos de união, de deixar de lado nós mesmos para sermos uma causa. Momentos de viver uma causa na qual se tem a coragem e a vontade de levantar cartazes por ela. E é justamente essa coragem e vontade que nos leva a caminhar no caminhos das conquistas. E assim aconteceu; conseguimos fazer com que os vereadores revogassem o reajuste de 39,8% e o reduzissem para menos de 50%, ficando em 17,9% de reajuste. Ainda não era o que queríamos, queríamos a revogação total, mas a conquista nos deu combustível para continuar lutando. E continuamos, e outras conquistas vieram...

 Raquel Montero

segunda-feira, 21 de julho de 2014

2012... ...mais manifestações em torno da CPI da COHAB



Jornal Tribuna, em março de 2012.

A força do argumento e não o argumento da força. Foi assim que fomos tentando fazer com que a CPI da COHAB, instalada em novembro de 2011, tivesse uma vida útil. Primeiro foram os esforços para instaurá-la, diante da resistência dos vereadores da base governista. Após conseguirmos instaurá-la, mediante mobilizações sociais que organizamos, nos esforçamos para que de fato a CPI apurasse a denúncia de suposto esquema de fraude no sorteio de casas populares  promovido pela Prefeita Dárcy Vera. Ai nos deparamos com mais obstáculos ainda. Chegaram ao absurdo de dizer que a CPI não podia quebrar o sigilo de dados telefônicos e bancário das pessoas investigadas. E para contestar tal afirmação enviei e-mail para a imprensa informando de tal possibilidade com base na lei, em juristas e jurisprudências, o que fez com que a imprensa indagasse os vereadores membros da CPI, e assim, os mesmos se retrataram admitindo tal possibilidade. Protestamos quando a CPI só ficou com membros da base governista, não tendo mais nenhum vereador de oposição a compondo. Protestamos para que a CPI ouvisse as testemunhas indicadas pelos vereadores de oposição, e que não estavam sendo ouvidas pelos vereadores da base governista. Foi uma série de contestações para que a CPI caminhasse. E foi satisfatório ver ela caminhar tendo que dar resposta à essas contestações e mostrando ainda mais para a população sua resistência em não querer caminhar. 

Raquel Montero

2012... ...panelaços contra o aumento abusivo no subsídio dos vereadores




Em março de 2012, sem muita divulgação e debate com a população, os vereadores de Ribeirão aumentaram seus subsídios em 39,8%. Toda a cidade ficou indignada e da indignação de muitos nasceram ações. Daquele fato muitas pessoas se juntaram para protestar na Câmara contra o aumento e pedir sua revogação. Nasceu um movimento em torno do fato e nas divulgações dos protestos que organizávamos passávamos a pedir que as pessoas levassem suas panelas para fazermos um panelaço na Câmara de Vereadores. Assim foi criado o Movimento Panelaço. Pessoas que se uniram para protestarem juntas contra o aumento abusivo praticado pelos vereadores em seus próprios subsídios. Em toda a sessão da Câmara, terça e quinta, estávamos lá, buscando a revogação do abuso. Lotávamos o plenário da Câmara com pessoas, faixas, apitos, cartolinas e nariz de palhaço e, acima de tudo, com a força da cidadania. Era a unidade de propósitos que criou uma voz muito forte, ecoando até mesmo pela região, contribuindo para que outros panelaços nascessem em outras cidades para protestar contra o mesmo fato praticado em outras cidades. Vivemos a sinergia cantada por Chico Science, "a gente se organizando podia desorganizar". Nos organizamos de maneira muito coesa e respeitosa, e por assim ser, muito bonita, para desorganizar o sistema arbitrário imposto por alguns.




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Matéria sobre a candidatura na REVIDE

  Matéria de hoje na REVIDE sobre a candidatura a deputada estadual e nossa campanha para renovar São Paulo com uma política de justiça social.


Candidata diz que eleitores esperam renovaçãoAdvogada pretende lutar por causas da juventude e da mulher

A advogada Raquel Benczik Montero, militante de vários movimentos, vem apresentando nos últimos dias a sua candidatura a deputada estadual pelo PT. Na divulgação de suas propostas, ela visitou a redação do portal Revide, quando informou de seu desejo de levar para a Assembleia Legislativa de São Paulo seus projetos em benefício da mulher e dos jovens.

“Tenho sentido nas pessoas que há esperança de renovação, de inovação. Saímos da ditadura, há um desgaste na imagem dos políticos, mas as pessoas não deixam de acreditar na possibilidade de mudanças”, diz Raquel. Com 30 anos de idade, ela disputa uma eleição pela primeira vez, mas já participa de vários movimentos sociais.

Ela conta que  a candidatura surgiu exatamente do trabalho com estas entidades e segmentos da sociedade que ela pretende representar. “Há tempos estamos conversando com vistas à disputa deste cargo. E sei que dá pra fazer muita transformação com novas políticas e novos projetos”, disse.

Para a candidata, São Paulo pode fazer muito mais do que faz pela saúde, educação, segurança, por ser o mais rico da federação. “É inadmissível que São Paulo tenha, por exemplo, um dos piores salários pagos a policiais e professores”, comenta.

Revide Online
Fotos: Julio Sian
* Publicado em 17/07/2014

Jornal A Cidade fala da minha candidatura a deputada estadual

   A edição de hoje do jornal A Cidade fala da minha candidatura a deputada estadual e da nossa campanha para "Mudar São Paulo com Justiça Social";


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Compromissos da candidatura - Plataforma de propostas

  Colocamos aqui nossos compromissos assumidos na candidatura. O documento foi elaborada com base no que estamos ouvindo das pessoas, das comunidades, dos diversos segmentos da sociedade. Se trata de um programa participativo e coletivo. Muitas das propostas foram colhidas também em resultados de conferências municipais e estaduais realizadas nos últimos tempos pelos governos municipais e estadual com os segmentos da sociedade.

  O documento não está publicado na íntegra porque o arquivo é muito pesado e inviabilizaria a leitura por aqui. A integra do documento pode ser acessada mediante solicitação dele através do e-mail raquelbmontero@gmail.com  Ressaltamos que nossa plataforma de projetos e propostas está aberta para novas contribuições. Assim, queremos que todos fiquem a vontade para analisá-lo e sugerir ideias, alterações e complementos. As sugestões podem ser enviadas aqui ou pelo e-mail raquelbmontero@gmail.com

 Boa leitura a todos"

#ParaMudarSãoPaulocomJustiçaSocial

pela candidatura Raquel Montero - Deputada Estadual (PT/SP) - A cara da inovação política


CANDIDATA A DEPUTADA ESTADUAL RAQUEL MONTERO-PT/SP



COMPROMISSOS




Introdução


Trajetória política




Uma estudante embalada por sonhos de uma vida melhor para todos. Assim começou, há mais de uma década, a minha trajetória política. Nunca me conformei com a saúde que funciona mal, com as creches que faltam, com a violência que assusta, com a educação que não instrui, com as pessoas sem moradia, com o desrespeito à natureza.
Sempre acreditei que é possível mudar para melhor, que é possível todos terem as mesmas oportunidades e viverem de uma forma digna, com o melhor que a vida pode nos oferecer.
Com esses ideais me engajei em movimentos sociais, me tornei advogada, trabalhei no Ministério Público Federal, na Defensoria Pública do Estado de São Paulo e na Procuradoria do INSS. Também fui aprovada para cargo do Ministério Público do Estado de São Paulo. Instituições que têm por lei a função de defender o interesse público. Fui nomeada membro da mais importante comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão de Direitos Humanos, por duas gestões de diferentes presidentes.
O tempo percorrido nessa militância só reforçou ainda mais minha busca por justiça e minha vontade de querer fazer mais. A vontade de querer fazer mais, no entanto, pedia mais poder e instrumentos para poder fazer mais e com mais rapidez. Poder e instrumentos esses que são atribuídos pela lei aos representantes do povo.
Como militante social vivenciei a força da cidadania e o poder do povo, mas também vivenciei os seus limites. Só quem já participou de manifestações sociais sabe como podem ser fortes os limites e obstáculos que o sistema nos impõe. Eu vivenciei isso, eu encontrei portas fechadas, eu tentei abrir portas, eu constatei os limites de quem está por fora tentando abrir portas. Assim, aprendi que é preciso também ter pessoas do outro lado da porta para abri-la por dentro, e que abrir a porta por dentro é poder abrir mais portas e com mais rapidez. Agora eu quero abrir a porta por dentro, e a candidatura a deputada estadual de São Paulo mostrou-se como a chave para abri-la.
Isso porque às deputadas e aos deputados é que compete fazer as leis que podem mudar nossas vidas, que podem fazer com que obras e serviços do Governo se realizem da melhor forma para o povo, que podem opinar e influenciar sobre o destino do orçamento do estado possibilitando que tenhamos mais e melhores escolas, creches, transporte público, proteção da natureza, melhores salários, moradia digna e funcionários públicos valorizados. É com assinaturas, votos e elaboração de bons projetos que as deputadas podem intervir para conseguir verbas estaduais e federais para mais investimentos em nosso estado.
Ser deputada estadual então, é ter a chave que abre as portas para as reivindicações do povo e o poder que permite decidir pelo melhor para o nosso estado, realizando os nossos sonhos de um estado mais justo. É para esses objetivos que quero ser deputada estadual de São Paulo. Eu acredito que nosso estado pode mais, e quero ser deputada para mostrar isso. Quero renovar São Paulo, renovar a política, renovar a esperança dos paulistas de que as coisas podem dar certo, para transformar São Paulo na capital nacional da justiça social.


Apresentação


Reduzir as desigualdades em um estado do tamanho e da complexidade de São Paulo não é tarefa fácil. O mandato que se pretende reconhece os limites de seu horizonte temporal para fazer frente a uma história de ações desordenadas e concentradoras sobre o território paulista. Ao mesmo tempo, propõe-se dar os primeiros passos no caminho da construção de um processo de planejamento participativo e transparente que aponte os eixos de superação das desigualdades sociais e econômicas em todo o Estado de São Paulo.


O atual modelo político do Estado de São Paulo limita nossas aspirações e permite que o estado se desvaneça em completa liberdade para o mercado. O mesmo modelo político consolida e assegura a subsistência de um modelo neoliberal imperante em São Paulo, impede a concretização do direito efetivo a educação e saúde de qualidade, como previsto na Constituição Federal, faz com que os trabalhadores não tenham salários dignos e que não possam reivindicar seus direitos sem temor a represálias, permite que as grandes empresas multinacionais levem as riquezas de nosso estado e que exista políticas públicas que só representam os interesses da elite econômica-financeira que sempre dominou o poder e que não admite qualquer projeto de reforma institucional que possa ameaçar seus privilégios.


Se queremos um estado forte, justo e desenvolvido para todos, temos que mudar o status quo político atual. Isso é imprescindível, impreterível e impostergável para as transformações que queremos. Não há outro caminho senão a ruptura dos descalabros que existem hoje no Estado de São Paulo e que são usados como pseudo políticas públicas para, com a ruptura, fazermos a defesa de efetivas políticas públicas que consagrem, de fato, os nossos direitos.


As transformações que queremos em todo o estado só conseguiremos se concretizarmos na prática os já reconhecidos direitos sociais previstos na Constituição Federal e reproduzidos pela nossa Constituição Estadual, notadamente, os direitos à educação, cultura, saúde, moradia digna e proteção ambiental.


Para tanto este projeto de mandato tem o entendimento de que para a realização de direitos sociais é necessário quebrar o status quo político atual e harmonizar três pilares que se tem como um tripé de sustentação de uma sociedade justa e desenvolvida; desenvolvimento econômico + justiça social + proteção ambiental.


Conciliar de maneira harmônica as tensões entre crescimento econômico, proteção ambiental e desenvolvimento social define o que entendemos como “desenvolvimento sustentável”, de sorte a satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de terem atendidas suas próprias necessidades.


Dessa forma, sobre todos os assuntos que estão sob a competência das deputadas e deputados estaduais nas funções do Legislativo, de legislar e fiscalizar, em todas as medidas e projetos que o mandato vier a se manifestar, bem como na inciativa do mandato sobre projetos e ações, esses serão os princípios vinculadores de todas as decisões a serem tomadas.


E esse tripé é possível. O Brasil mostrou isso. Mostrou mais do que isso. Lula e Dilma mostraram que é possível governar com competência e sobretudo com o coração. Que é possível fazer desenvolvimento e justiça social ao mesmo tempo. Ao contrário do que muitos diziam não existe contradição entre desenvolvimento e justiça social. O Brasil elegeu a primeira Presidenta da sua história. Sim, o Brasil mudou muito e para muito melhor. É esse sentimento, é essa onda que este projeto quer construir em nosso estado. Quero ser a deputada que traga de volta a alma de nosso Estado. A alma que faça o espírito desse estado se reencontrar com seu povo, para transformar São Paulo na capital nacional da educação, na capital nacional da justiça social.

Mas para promover transformações sociais é preciso muito mais do que bons projetos, é preciso vontade e coragem para decisões inovadoras. As mudanças feitas por Lula e Dilma só foram possíveis porque a vontade de inovar foi maior que o medo de tentar.

Renovar a política significa ter mais atitude e vontade de fazer, pede saber ouvir e aprender. É falar a verdade, ter coerência entre aquilo que se diz e o que se faz. É buscar ideia novas para resolver os antigos problemas. É somar ao invés de dividir.

Não basta manter o que está bom, é preciso avançar, e avançar não é repetir fórmulas do passado, não é voltar para trás. Avançar é buscar soluções novas para os antigos problemas, é renovar a política, mudar a atitude.

Eu acredito que nosso estado pode mais. Não me conformo com a saúde que funciona mal, com as creches que faltam, com a violência que assusta, com a educação que não instrui, com as pessoas sem moradia, com o desrespeito à natureza. Por que nós fazemos tão pouco se podemos fazer tão mais? É possível mudar para melhor!

E acredito na renovação da política porque luto por ela todos os dias. A política não precisa ser sempre igual, com os mesmos de sempre fazendo as mesmas coisas de sempre. Nosso estado é rico e moderno, tem muita gente capaz para contribuir com a técnica necessária e temos os recursos suficientes para proporcionamos uma vida digna, justa e igual para todos.

Portanto, se os problemas não passam é hora de mudar as ideias que estão sendo aplicadas, as maneiras com que se está aplicando as ideias e as pessoas responsáveis por executar ideias.

E minha candidatura traz exatamente essa inovação necessária. Sou jovem e não carrego comigo os vícios da política tradicional. Sou mulher e isso reforça minha sensibilidade e minha luta por igualdade. E o que me move a ser deputada estadual é a vontade de inovar para construir um estado mais justo para todos. E isso é absolutamente possível.

O mandato que se pretende quer abraçar causas justas para defender com instrumentos pacíficos e fraternos e com a sabedoria necessária para enxergar o que é melhor para todos os seres da natureza, porque enquanto algum ser estiver mal, todos nós padeceremos.
Pretende-se que a missão de nosso mandato seja cumprida a cada dia da legislatura com a determinação que nos instiga a fazermos o melhor, nos movimentando com avanços para os tempos futuros, amando o que fazemos, respeitando nossa ideologia e as praticando de verdade, mesmo quando não tiver ninguém olhando.

O mandato que se pretende irá, desde o seu primeiro dia, ser empossado com a coragem para sermos autênticos e sensibilidade para nos compadecermos diante das dificuldades do próximo, porque só com a libertação coletiva é que deixaremos de construir prisões individuais em nossas vidas.

Exerceremos o mandato com a sensibilidade e sabedoria para transformar palavras ásperas em rimas de harmonia, discussões em construções, sonhos em realidade, necessidades em esforços, insatisfação em renovação, luta em união, individualidade em convivência aprendiz.

Pretendemos reconhecer em todos os seres e cada vez mais, os ensinamentos que cada ser carrega em si. E que esse reconhecimento leve à exclusão de qualquer forma de exclusão e a inclusão de todos no usufruto do que a vida tem de melhor.

Buscaremos que cada momento do mandato seja uma oportunidade para multiplicarmos os bons feitos já praticados por tantas pessoas, mostrando como é absolutamente possível fazermos o bem que queremos ver acontecer no mundo.

Em nosso mandato teremos como norte nos lembrarmos sempre do poder que habita em nossa essência, e que nos habilita a contribuirmos para o progresso coletivo e para a criação de soluções justas em qualquer circunstância, sempre.

A cada dia do mandato buscaremos deixar nascer, fluir, crescer e viver o amor que carregamos em nossa essência e que nos dá o poder de neutralizar o ódio de milhões, construir as mais fortes e extensas pontes e dissolver com qualquer conflito a que tenhamos, verdadeiramente, vontade de resolver.

Quero levar para São Paulo uma nova mentalidade, onde a competência técnica e a capacidade inovadora sejam mais fortes que os vícios da política tradicional. Essa é a São Paulo que quero convidar a todos para construir; a capital da inovação e da igualdade. É esse projeto que proponho. È esse sonho que busco.

Nas eleições não se escolhe só um candidato, se escolhe os caminhos que a cidade, o estado e o país irão percorrer pelos próximos anos. Eu quero ser a deputada que irá trazer a justiça social que está faltando, que irá trazer mais igualdade, que irá colocar São Paulo na era da tecnologia, que irá tratar dos problemas antigos e novos com soluções modernas e inovadoras.

Quero devolver o brilho nos olhos daqueles que duvidam da nova política. Quero ser deputada estadual para fazer diferente, com vontade, garra, paixão, para realizar o nosso sonho de um estado mais igual. Vamos renovar São Paulo, renovar a política, renovar a esperança do povo de que as coisas podem dar certo. Quando a gente acredita as coisas podem dar certo!

Eu abri mão de muitas coisas na minha vida em razão de uma ideologia, como muitos já fizeram e fazem. Eu sei do que eu abri mão, e sei que não abri mão dos meus sonhos. Eu transformei os meus sonhos no sonho de um mundo melhor. Eu mudei, e ao invés do meu sonho ser o meu diploma na parede, passou a ser o sonho de que outros jovens também tivessem seus diplomas, tivessem moradias dignas, cultura, e seus próprios sonhos. E são esses sonhos que fazem com que eu queira ser a deputada estadual de São Paulo, e me trazem a convicção de que serei.


Dessa forma, temos convicção de nosso projeto, do mandato que queremos realizar, dos objetivos perscrutados.


Os diversos temas de competência da Assembléia Legislativa estão interligados e interconectados, de maneira que um não exclui o outro, mas sim, se complementam. E com os princípios vinculadores aludidos acima, o mandato que se propõe pretende promover a realização harmoniosa e saudável de todos os temas, que nos levará ao exercício sustentável dos direitos.


Pretende-se assim, promover uma cultura de cidadania e valorização da diversidade, reduzindo as manifestações de discriminação de todas as naturezas; promover, ampliar e qualificar ações voltadas à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência; promover a prática de atividades recreativas, de esporte e de lazer; implantar um programa territorializado de proteção e prevenção às vítimas de violência doméstica e familiar; garantir acesso à moradia digna; ampliar o acesso à cultura por meio de equipamentos, ações e atividades, a partir de sua descentralização no Estado; ampliar o acesso, aperfeiçoar a qualidade, reduzir as desigualdades regionais e o tempo de espera e fortalecer a atenção integral das ações e serviços da saúde; melhorar a qualidade da educação e tê-la como prioridade; requalificar e promover a ocupação dos espaços públicos; promover o crescimento econômico e geração de postos de trabalho; proteger os recursos naturais de São Paulo, conservando as áreas de mananciais, ampliando o sistema de áreas verdes, preservando os recursos hídricos e monitorando as áreas de risco; ampliar e consolidar a coleta seletiva de resíduos secos e orgânicos com prioridade para a inclusão de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis na coleta dos resíduos sólidos; melhorar a mobilidade urbana universal, dando prioridade aos meios públicos de transporte; aproximar do povo a Assembléia Legislativa e o Governo Estadual, descentralizando e modernizando a gestão, aumentando a qualidade dos espaços e serviços e reduzindo o tempo de espera no atendimento; promover a participação, a transparência e o controle social na Administração Pública Estadual; elevar renda, promover a inclusão produtiva e o acesso a serviço público para todos.

Assim, de maneira pormenorizada sobre os principais temas, propõe-se;





Ética parlamentar
Compromisso e transparência


A ética na política é necessária para que se tenha um efetivo compromisso com o mandato outorgado pelo povo. Temos conhecimento dessa ética e da obrigação política e moral de corresponder à responsabilidade assumida com o povo, com a antiga e nova militância, com os movimentos sociais e com a esperança que fizermos brotar no povo paulista.
A perspectiva transformadora que esse mandato propõe supõe o compromisso com o aperfeiçoamento da democracia, compromisso esse a que também nos comprometemos.
As representações populares podem ser úteis se exercidas com autenticidade, liberdade, seriedade, respeito e comprometimento por parte dos mandatários. Neste caso os mandatários podem exercer uma função de extraordinária relevância, preparando alternativas políticas, sendo oportuno lembrar que a existência dessas alternativas é indispensável para a caracterização do Estado Democrático. O trabalho na política é um dos trabalhos mais nobres a serem desempenhados e executados, em razão, exatamente, de servir ao interesse público.
O mandato que se pretende defenderá combativamente os valores que lhe deram inspiração e vida; democracia, pluralidade, solidariedade, igualdade, justiça social, tendo por objetivo a luta pela construção de uma sociedade livre, justa, solidária e democrática, com o objetivo de construir o socialismo.
Pretendemos que uma das marcas de raiz do mandato, que venha a distingui-lo de forma inequívoca e unanimemente reconhecida na vida pública, consista na adesão concreta aos princípios éticos da melhor tradição socialista, democrática e republicana.

Propomos ainda;


  • a defesa de uma sociedade livre, justa, solidária e democrática, com vistas à construção do socialismo;
  • o dever de combater, por todos os meios ao seu alcance, a exclusão social, a desigualdade, e quaisquer formas de discriminação quanto ao sexo, à raça, à etnia, à religião, à condição econômica, à atividade profissional, às convicções políticas, a qualquer condição de deficiência, de idade, de orientação sexual, bem como os atos de assédio moral, sexual, a pedofilia, a violência doméstica e outros da mesma natureza;
  • o respeito à moralidade administrativa, à coisa pública e à transparência na gestão de recursos públicos de qualquer natureza, e por conseqüência, o combate a práticas patrimonialistas e clientelistas nas relações com aqueles que exercem função pública;
  • o dever de denunciar, junto aos órgãos públicos competentes, ilícitos que impliquem em lesão à probidade administrativa, à igualdade de todos os cidadãos perante a lei, ao meio ambiente, ao patrimônio histórico, artístico e cultural do país, bem como aos interesses da coletividade em geral;
  • a fidelidade aos princípios programáticos, à ética e às decisões partidárias, no exercício do mandato;
  • a defesa da atuação autônoma e plural dos movimentos sociais e populares, das suas associações, das centrais sindicais e sindicatos;
  • o tratamento respeitoso e isonômico, independentemente da função partidária, a todos os companheiros de trabalho;
  • busca do aperfeiçoamento do sistema político e dos mecanismos do exercício da democracia, combatendo toda e qualquer forma de distorção nos sistemas de representação e votação, particularmente a influência do poder econômico nos processos eleitorais;
  • empenho no combate permanente à corrupção e à improbidade administrativa;
  • defesa da transparência na gestão das finanças públicas e nos processos decisórios do Estado, bem como da participação popular e do desenvolvimento de mecanismos de controle social sobre as estruturas decisórias da Administração Pública;
  • negar e combater o nepotismo, em todas as suas formas;
  • lutar contra quaisquer formas de discriminação e de violação da liberdade de pensamento, de manifestação e de organização;
  • lutar contra violações dos direitos humanos, e em especial contra a tortura, em quaisquer das suas formas de manifestação;
  • reajuste do salário do parlamentar de acordo com o reajuste do salário mínimo;
  • a defesa incontestável da supremacia do interesse público, combatendo e afastando o conflito de interesses e a defesa de interesses privados;
  • prestação de contas do mandato, de forma prática, acessível e transparente;
  • garantir de modo efetivo o dever do estado na defesa e promoção dos direitos humanos e do direito a um meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado;
  • combate à perseguição, repressão e criminalização dos movimentos sociais;
  • defender auditoria pública da dívida do Estado, com transparência e publicidade de todos os seus dados, para acesso fácil de qualquer pessoa, inclusive pela internet;
  • relação construtiva, fraterna e respeitosa com os outros Poderes da República, respeitando exemplarmente a sua independência e o exercício de suas altas funções constitucionais.






Participação Popular
O povo decide


A base do conceito de Estado Democrático é, sem dúvida, a noção de governo do povo, revelada pela própria etimologia do termo democracia.

Supremacia da vontade popular, liberdade e igualdade são princípios basilares de um mandato eletivo que se propõe a ser democrático. Assim, o mandato que se pretende estará atento às manifestações das ruas e, em especial, a dos movimentos sociais, onde tenho raiz. Consultaremos a opinião da sociedade organizada em conferências, Conselhos e foros.

Não obstante dificuldades existentes para o exercício da democracia, este sempre será nosso rumo, pois as sociedades mais bem sucedidas têm sido as que, ao invés de suprimir as divergências, logram articulá-las pelo diálogo institucionalizado, em que tem prevalecido a força do argumento e não o argumento da força.

A marca do diálogo social e da negociação será indissociável de nosso mandato, dando continuidade à minha trajetória política iniciada nos movimentos sociais.

A forma com que se vem tomando decisões políticas vem fazendo com que a cidadania delegue seu poder soberano e assim enfraquece a força em sua opinião e a determinação nas decisões públicas que compete a todos. O povo deve fazer parte do processo político de decisões públicas. Os constituintes devem fazer parte constante das decisões a serem tomadas pelo Estado.

O primeiro passo para promover o direito à cidade é efetivar a participação da sociedade no planejamento. É preciso efetivar com urgência os mecanismos de gestão democrática e participativa nas políticas urbanas. Esse tipo de gestão prevê a atuação conjunta de movimentos sociais, sociedade civil, pesquisadores e governo nas decisões dos rumos das cidades, através, por exemplo, dos Conselhos Estaduais e Municipais.

As decisões sobre políticas públicas têm que respeitar cada comunidade como sujeito político na solução dos problemas. Ações que foram feitas de cima para baixo, de forma autoritária, fracassam de um modo ou de outro, pois não reconhecem os moradores como protagonistas do processo e estes rejeitarão “soluções” desse tipo, que não contemplam suas demandas reais.

A título de exemplos, três importantes leis que temos foram produzidas com intensa participação popular; Constituição Federal, Estatuto da Juventude e Marco Civil da Internet. Essas mesmas leis são consideradas as mais avançadas do mundo em seus respectivos temas. E creio sejam consideradas assim exatamente por terem sido produzidas com a participação popular.

Esses exemplos ratificam e fortalecem em nós a certeza da necessidade e importância da participação popular para a leitura eloquente do estado e, por conseguinte, na construção de reais soluções para os problemas sociais.
Nesse tom, queremos;



  • mandato vinculado à participação popular em decisões políticas, elaboração de leis, votação de projetos e fiscalização;
  • Planos reguladores vinculados à participação cidadã;
  • conferências reunindo especialistas e comunidade para fazer a leitura coletiva e democrática dos problemas e soluções para as cidades, com ênfase na aglutinação de pessoas que façam parte de todos os gêneros e segmentos (negros, mulheres, estudantes, jovens, idosos, etc);
  • alteração legislativa para facilitar a iniciativa popular de leis, para que possa ser subscrito virtualmente (vide propostas que apresentei na CEE do Regimento da Câmara de Ribeirão, e que foram incorporadas para alteração do Regimento);
  • criação de mecanismo virtual no site da Assembléia Legislativa análogo ao e-democracia da Câmara dos Deputados (vide proposta que apresentei na CEE do Regimento da Câmara de Ribeirão);
  • consulta e oitiva dos Conselhos Estaduais para as decisões a serem tomadas no Estado;
  • buscar a garantia da efetividade da lei de acesso à informação e disponibilizar na internet, no site da Assembléia, todas as informações de interesse público;
  • incluir o ensino sobre direitos humanos no currículo escolar;
  • referendo e plebiscito para assuntos chaves do debate político;
  • internet gratuita para todos, como forma também de ampliar, facilitar e democratizar o acesso das pessoas nos assuntos políticos;
  • audiências públicas realizadas após às 18hrs durante a semana, com ampla e prévia divulgação em meios de comunicação que mais se comuniquem com a população;
  • lei estadual de iniciativa popular com os mesmos requisitos já estabelecidos na CF (art. 61, § 2º), para solicitar urgência de preposição em andamento na Assembleia Legislativa (vide PEC nº 15/2013);
  • centrais de atendimento telefônico ao cidadão;
  • integrar os sistemas de informação dos diversos órgãos públicos;
  • implementação efetiva dos Conselhos Estaduais, dotando-os de infraestrutura e gestão adequadas para a realização das atribuições previstas em lei;
  • fomentar conferências estaduais temáticas;
  • gabinete digital do Governo, como forma de transparência e participação social;
  • observatório de indicadores sócias do Estado;
  • ciclo participativo de orçamento e planejamento;
  • requalificar e promover a ocupação dos espaços públicos do Estado;





Valorização da diversidade
Respeito e igualdade na diversidade.



Durante todo o século XX e início do século XXI as lutas pela igualdade de gênero, étnico-racial e pelo respeito à diversidade têm sido constantes. Todavia, o predomínio de atitudes discriminatórias, em todas as sociedades, ainda é uma realidade tão persistente quanto naturalizada....
...PARA CONTINUAR A LEITURA DA PLATAFORMA DE PROPOSTAS, SOLICITE A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO ATRAVÉS DO E-MAIL raquelbmontero@gmail.com
   

2012... ...manifestações sobre o massacre em Pinheirinho


Jornal Tribuna, em fevereiro de 2012;


2012... ...manifestações sobre o massacre em Pinheirinho

Foi em um domingo. As quase 6.000 mil pessoas que moravam na favela conhecida como "Pinheirinho" em São José dos Campos (SP), diferente de outros dias, amanheceram sob as trevas, sem nenhum exagero. Naquele dia uma liminar de reintegração de posse foi cumprida para retirar 6.000 mil pessoas de uma terra.  Havia possibilidade de se resolver a questão de maneira pacífica e consensual, que, inclusive, atenderia ao direito de todos os envolvidos, porém, o governo municipal e estadual optaram pela violência e truculência.

E assim a reintegração de posse ocorreu em total afronta à várias leis, inclusive à nossa lei maior, a Constituição Federal. O Judiciário, desrespeitando a lei e anteriores decisões judiciais favoráveis às famílias do Pinheirinho, determinou a reintegração de posse com o uso da Polícia Militar para o que fosse necessário. O que aconteceu ali foram situações deploráveis de violência, injustiça e desrespeito.

Desde então, pelo Brasil, e cito aqui Ribeirão também, pessoas se uniram e se articularam para que violências como a de "Pinheirinho" nunca mais aconteçam em favela alguma.  Aqui em Ribeirão fizemos manifestações na rua (http://youtu.be/r_hSDMFefbs), publicamos na imprensa um manifesto e conseguimos  com que os vereadores aprovassem uma moção de repúdio ao ato que foi enviada ao Governador Geraldo Alckmin.


Raquel Montero

terça-feira, 15 de julho de 2014

Raquel 13 809 - Deputada Estadual


Gostaria de apresentar mais uma vez o pequeno vídeo que fizemos para o início da nossa campanha;




Curta e compartilhe nossas propostas.

Fale com seus amigos e sua família.

Manda suas idéias e sugestões.


Participe da nossa campanha nas redes e nas ruas;

Nesse momento de decisão eu peço o teu voto e peço que a sua vontade de mudar seja maior que o medo de tentar. Peço que seu voto se realize como se tudo dependesse dele, porque na verdade, depende.
Um grande abraço e boa luta!


Doações para nossa campanha: Banco do Brasil, agência 3312-X, conta corrente 31216-9, em nome de ELEIÇÃO 2014 RAQUEL BENCSIK MONTERO DEPUTADO ESTADUAL, CNPJ 20.559.400/0001-49
As doações só podem ser feitas por meio de cheque cruzado e nominal, transferência eletrônica, ou depósito em espécie com identificação do nome e CPF/CNPJ do doador.
As doações ficam limitadas aos seguintes percentuais;
pessoa física: a 10% de sua renda bruta recebida no ano de 2013;
pessoa jurídica: a 2% do faturamento bruto auferido no ano de 2013.

Após a doação será emitido o correspondente recibo eleitoral para o doador.

Encontro na Vila Tibério e na região do aeroporto

  Fotos de ontem no nosso encontro na Vila Tibério, em Ribeirão Preto, e na região do aeroporto, na nossa caminhada para Mudar São Paulo com Justiça Social. Abraços e apertos de mãos sinceros me interessam.













segunda-feira, 7 de julho de 2014

Meus 30 anos

No ano em que completo 30 anos, comemoro a dádiva de viver mais um ano de vida com uma alegria muito especial; a alegria de trazer comigo a certeza de que o tempo dos anos passados sempre estive no caminho dos sonhos que sonhei, do ideal que idealizei. Olho para esses 30 anos e vejo hoje claramente isso. Cada pessoa, cada amigo, cada obstáculo, cada aprendizado, cada renúncia, cada alegria, cada tristeza, cada perda, cada conquista... ....tudo que vivi me fez caminhar no caminho dos sonhos que sonhei, me traz certeza do acerto dos passos dados e das escolhas e renúncias feitas em busca desses sonhos. Neste vídeo, com alguns dos companheiros muito especiais de jornada, com quem aprendi e aprendo muito, se fortalece ainda mais essa certeza. Muito grata pela vida e por tudo que ela nos traz.



Novos passos. Novos desafios.


Novos passos. Novos desafios. Compartilho aqui da minha decisão em ser candidata a deputada estadual e das razões que me levaram à essa decisão.

Uma estudante embalada por sonhos de uma vida melhor para todos. Assim começou, há quinze anos, a minha trajetória política. Nunca me conformei com os problemas sociais. Sempre acreditei que é possível mudar para melhor, que é possível todos terem as mesmas oportunidades e viverem de uma forma digna, com o melhor que a vida pode nos oferecer.
Com esses ideais me engajei em movimentos sociais, iniciando no movimento estudantil. Trabalhei na Procuradoria do INSS, no Ministério Público Federal e na Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Me tornei advogada e logo após também fui aprovada para cargo do Ministério Público do Estado de São Paulo, o qual, por razões ideológicas, não tomei posse. Fui nomeada membro da mais importante comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão de Direitos Humanos, por duas gestões de diferentes presidentes.
O tempo percorrido nessa militância só reforçou ainda mais minha busca por justiça e minha vontade de querer fazer mais. A vontade de querer fazer mais, no entanto, pedia mais poder e instrumentos para poder fazer mais. Poder e instrumentos esses que são atribuídos pela lei aos representantes do povo.
Como militante social vivenciei a força da cidadania e o poder do povo, mas também vivenciei os seus limites. Só quem já participou de manifestações sociais sabe como podem ser fortes os limites e obstáculos que o sistema nos impõe. Eu vivenciei isso, eu encontrei portas fechadas, eu tentei abrir portas, eu constatei os limites de quem está por fora dos órgãos públicos tentando abrir portas. Aprendi que é preciso também ter pessoas do outro lado da porta para abri-la por dentro, e que abrir a porta por dentro é poder abrir mais portas e com mais rapidez. Agora eu quero abrir a porta por dentro, e a candidatura a deputada estadual de São Paulo mostrou-se como a chave para abri-la.
Isso porque às deputadas e aos deputados é que compete fazer as leis que podem mudar nossas vidas, que podem fazer com que obras e serviços do Governo se realizem da melhor forma para o povo, que podem influenciar sobre o destino do orçamento do estado e que podem intervir para conseguir verbas federais para mais investimentos em nossas cidades possibilitando que tenhamos aquilo que precisamos para viver bem.
É para esses objetivos que quero ser deputada estadual de São Paulo. Eu acredito que nosso estado pode mais, e quero ser deputada para mostrar isso, realizando nossos sonhos de um estado mais justo. Quero renovar o Estado de São Paulo para transformar São Paulo na capital nacional da justiça social.
Um grande abraço e boa luta!


    Raquel Montero


Após a divulgação desse nota pública, o jornal A Cidade a repercutiu. Veja a matéria feita por eles;


sábado, 5 de julho de 2014

2011... ...CPI da COHAB

Jornal Tribuna;


Falar de direitos humanos nas favelas foi se tornando um projeto cada vez maior, como maior também foi se tornando meu envolvimento com os movimentos sociais para mais defesa de direitos humanos. Nesse caminho, em dezembro de 2011, mobilizamos a sociedade para mais um grande embate, fazer com que a Câmara de Vereadores de Ribeirão instalasse uma CPI da Companhia Habitacional de Ribeirão Preto (COHAB). Fizemos petição pública virtual para recolher assinaturas, protestos, e, por fim, no dia seguinte ao protocolo da petição com as assinaturas, em 06/12/2011, o pedido de criação da CPI da COHAB foi votado novamente na Câmara e restou aprovado, convertendo-se a CEE até então criada para apurar denúncias contra a COHAB e contra a prefeita Darcy Vera em CPI, como queria a população. Havia denúncias de supostas fraudes no sorteio de casas populares e a Prefeita foi apontada como uma das envolvidas no esquema. De forma alguma era o caso de uma CEE. Era imprescindível uma CPI. E conseguimos. Mas a maioria dos vereadores não a queriam. A pressão popular foi mais forte. 

Raquel Montero 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

2011... ...direitos humanos nas favelas



Uma reintegração de posse de terra ocorrida em 05/07/11 na Favela da Família, em Ribeirão Preto, tornou-se um marco dos acontecimentos violentos na questão de terras em Ribeirão (http://www.jornaldaclube.com.br/videos/1324/moradores-despejados-de-uma-favela-de-ribeir%C3%83o-preto). Policiais militares usaram cães, cavalos, bombas de efeito moral e balas de borracha contra as pessoas que ocupavam as terras. Foi triste assistir a tanta covardia, violência e humilhação. A reintegração foi cumprida em decorrência de uma liminar proferida pelo juiz, Júlio César Spoladori Domingues.




Diante de tais fatos pessoas, entidades e movimentos sociais se uniram para se manifestarem pacificamente no dia 11/08/11 no fórum onde trabalha o juiz autor da ordem, objetivando repudiar o episódio e reivindicar soluções pacíficas para casos futuros, desvinculadas de qualquer violência e baseada no respeito aos direitos e garantias fundamentais a que faz jus todo indivíduo.

Além da manifestação fizemos um manifesto e o destinamos a todas as varas do fórum de Ribeirão. Depois desse fato o mesmo que juiz expediu a ordem de reintegração de posse não integrou mais o Conselho Municipal de Moradia Popular, sendo que antes ele era um dos Conselheiros, e também, depois dessa manifestação que fizemos e que toda a imprensa deu cobertura, não houve mais episódio de reintegração no mesmo sentido, ou seja, conseguimos um pouco mais de respeito e cautela com as pessoas que moram em favelas. Foram grandes conquistas e o fato se tornou um marco em razão da truculência praticada e também porque em razão daquele fato pessoas se uniram para somar forças e tentar fazer com que nunca mais aquela situação se repetisse. Eu fui uma dessas pessoas e desde então comecei a falar de direitos humanos com moradores de favelas e a organizá-los junto com outros militantes para a defesa de seus direitos. Da tristeza tiramos aprendizados e forças para dias melhores. Essa foi a maior conquista.
Raquel Montero