Raquel Montero

Raquel Montero

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Repercussão da passeata do Panelaço


As notícias informam e deixam a mensagem; mais uma vez o Panelaço foi um sucesso"!

Veja mais notícias nos jornais "Gazeta de Ribeirão" e "Tribuna Ribeirão", em versão impressa ou, acaso seja assinante, pela internet.

Vídeo:






Sábado, 14 de Abril de 2012 - 21h56

Movimento 'Panelaço' vai às ruas e faz enterro

Movimento voltou a exibir faixas contra o aumento de 39,8% que os parlamentares vão ter a partir de 2013

Jacqueline Pioli
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Cerca de cem pessoas foram às ruas neste sábado (14) e caminharam até a Câmara de Ribeirão Preto, onde fizeram o segundo enterro simbólico dos 20 vereadores da cidade. A ação "Panelaço na rua: por mais participação política" foi organizada pelo grupo "Movimento do Panelaço", que há algumas semanas já organiza protestos no prédio do Legislativo.
O grupo se reuniu às 10h na Esplanada do Theatro Pedro II e percorreu as ruas do Centro demonstrando a indignação frente ao aumento de quase 40% dos salários dos vereadores, aprovado no mês passado. Vestidos de branco, os manifestantes levaram faixas, apitos e cruzes.
A bateria da Atlética da USP e um carro de som acompanharam os manifestantes. Alguns carros aderiram ao movimento, seguindo em carreata. Depois, em frente à Câmara, o grupo fincou cruzes com o nome de todos os vereadores e a data da votação do aumento salarial.
"A população de Ribeirão Preto não mais assistirá atônita e passivamente à usurpação do poder público e da democracia por um bando de oportunistas que têm como fim único a sua usurpação no poder. O povo acordou e a conta será cobrada", divulgou o grupo na internet.
Segundo a organizadora do movimento, Isabella Araújo, já foram realizadas várias reuniões e os participantes do panelaço estão visitando escolas e entidades para divulgar a manifestação. "Contamos com a participação de diversas classes na luta para que o povo tenha voz na política", diz.
"Estou aqui hoje para contribuir com a democracia e exercer a cidadania", afirma a advogada Marina Quintino, de 23 anos. "A ética não tem preço. Política não é carreira, nem emprego", comenta o bancário Rafael de Lacorte, de 31 anos.
Os manifestantes aproveitaram a passeata para pedir por melhorias no atendimento à saúde. "Mais médicos, menos vereadores", escreveram nas faixas.
Essa foi a sexta ação do Movimento do Panelaço. A última ocorreu na quinta-feira. Após realizar um enterro simbólico da ética, em frente à Casa de Leis, utilizando cruzes, o grupo voltou ao plenário para protestar contra o reajuste salarial e a falta de resposta às manifestações.

14/04/2012 - 13h20

Protesto contra alta salarial de vereadores vai às ruas em Ribeirão Preto

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

Atualizado às 16h58.
Após seis manifestações seguidas realizadas em sessões da Câmara de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), integrantes do Movimento Panelaço foram às ruas do centro da cidade na manhã deste sábado (14), contra o aumento salarial dos vereadores.
Integrantes do grupo, criado a partir das redes sociais, protestaram na Esplanada do Theatro Pedro 2º.
Com cartazes e alto-falante, os manifestantes convidavam as pessoas que passavam pelo centro a protestar contra os vereadores da cidade.
Uma faixa em branco foi estendida no chão e canetas eram distribuídas para que as pessoas deixassem recados para os vereadores, a maioria em protesto contra o recente aumento salarial dos parlamentares, de quase 40%.
Márcia Ribeiro/Folhapress
Pessoas escrevem mensagens de protesto contra o aumento salarial dos vereadores de Ribeirão
Pessoas escrevem mensagens de protesto contra o aumento salarial dos vereadores de Ribeirão
Desde 27 de março, o Movimento Panelaço tem acompanhado todas as sessões do Legislativo. Isso ocorreu após os vereadores aumentarem em 39,8% os seus salários, que vão de R$ 9.288,04 para R$ 12,9 mil na legislatura 2013-16.
Além da luta contra o reajuste, o grupo também é contrário à ampliação do número de cadeiras no Legislativo de Ribeirão de 20 para 27.
Durante a tarde, os manifestantes fizeram uma passeata pelas ruas da região central.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Venha sábado para o Panelaço!





Pessoal, o panelaço de ontem teve muito mais pessoas. Enchemos a Câmara e pacificamente protestamos. Veja notícias abaixo.
Fizemos um velório simbolizando a ética que nossos vereadores enterraram em razão dos atos que vêm praticando, e assim, o enterro dos próprios vereadores que agindo sem ética não podem representar o povo.
Tentamos ler mais uma carta de protesto na tribuna, porém, por votação unânime dos vereadores e num ato de total repressão ao movimento popular, não foi permitida a leitura. Não querem críticas, não querem avaliações, não querem correções, não querem DEMOCRACIA!
E mais este ato autoritário e ditatorial foi sucedido por intimidações de comissionados e seguranças particulares de nossos vereadores. Homens altos e fortes que disseram em tom baixo, perto de nós, que “éramos muitos, mais ainda assim perderíamos para eles (numa briga)”.  Olhem o absurdo da situação. Fomos lá para dialogar com os que foram eleitos para serem nossos representantes e estes mesmos representantes mandam “capangas” para nos amedrontar e fazer esmorecer o movimento.
Mas convictos da justiça da causa que defendemos, não reagimos às provocações. Só aquele que não acredita em seu argumento ou não tem argumento, pensa em violência para resolver os conflitos.
Todos estes atos, ressalta-se, vis, só fazem confirmar o pensamento de que os atuais vereadores não nos representam, não merecem aumento nos subsídios e nem mais 07 cadeiras na Câmra e por isso continuaremos os panelaços.
Então, em mais este momento, é preciso a participação de todos que concordam com a revogação dos aumentos, do salário dos vereadores e do aumento no número de vereadores, comparecendo neste sábado, 14/04, às 10hrs, na Esplanada do Teatro Pedro II, chamando e levando mais companheiros e divulgando o movimento.
É preciso agir!
Se vcs ficaram indignados com o aumento dos subsídios dos vereadores e do número de vereadores, bem como com os comportamentos ditatoriais de nossos vereadores, esse é o momento ideal para expressar a indignação.
Contribua, faça, compareça, divulgue!

Raquel Bencsik Montero




12/04/2012 22h10 - Atualizado em 13/04/2012 07h33



Manifestantes fazem “enterro da ética” em frente à Câmara de Ribeirão 

Grupo pregou 27 cruzes e levou caixões ao Legislativo municipal.
Movimento protesta contra aumento nos salários dos parlamentares.

Leandro MataDo G1 em Ribeirão e Franca
1 comentário
O movimento do panelaço protestou nesta quinta-feira (12) pela quinta vez contra o aumento de quase 40% no salário dos vereadores de Ribeirão Preto (SP) para a próxima legislatura. Com cartazes, cruzes e caixões confeccionados eles realizaram um “enterro da ética” em frente ao Legislativo Municipal.
Aproximadamente 60 manifestantes pregaram 27 cruzes em frente à Câmara da cidade – 16 de cor preta representando quem votou pelo reajuste salarial, quatro vermelhas contra os parlamentares que não votaram e sete brancas simbolizando os vereadores a mais que a casa terá no ano que vem, após a aprovação do aumento no número de cadeiras. Um músico tocou a marcha fúnebre com um trompete.
Movimento realiza 'enterro da ética' no jardim da Câmara de Ribeirão Preto, SP (Foto: Leandro Mata/G1)Movimento realiza 'enterro da ética' no jardim da
Câmara de Ribeirão Preto (Foto: Leandro Mata/G1)
Um dos organizadores do manifesto, Giorgi Denner, afirmou que está confeccionando um documento com a história dos parlamentares para entregar na base eleitoral de cada um. “Logo logo nós vamos montar uma cartilha para mostrar a vida de cada um dos vereadores”, disse.
Após protestarem em frente ao Legislativo, o grupo continuou a manifestação dentro do plenário. A sessão chegou a ser suspensa por uma hora. Na volta o presidente da Casa Cícero Gomes da Silva (PMDB) leu um posicionamento da Câmara em relação ao reajuste nos ordenados.
Na carta, Cícero informou que o Legislativo de Ribeirão Preto – de acordo com a Lei Orgânica do Município e com a Constituição Federal – tinha a obrigação de estipular o subsídio dos vereadores para a próxima legislatura, além de ter o direito de fixar os rendimentos dos parlamentares em 75% do valor pago aos deputados estaduais, o que elevaria o salário para R$ 15 mil.
O presidente da Casa, no entanto, alegou que a Câmara optou pela economia, reajustando os ordenados dos parlamentares de R$ 9,2 mil para R$ 12,9 mil – quase 40% - para o próximo mandato. O aumento foi calculado levando em conta o reajuste dado aos servidores municipais de 6,5%, referente à defasagem dos rendimentos diante da inflação. Eles consideraram a perda salarial dos últimos cinco anos que o cargo ficou sem aumento – o último ocorreu em 2007.
Bate-boca
Após ler a carta, Cícero Gomes mandou chamar o professor de história Jonas Paschoalick, de 30 anos, à mesa da presidência. Com os microfones desligados, os dois discutiram. Paschoalick queria usar a tribuna da casa para pedir que os vereadores revogassem o aumento e chegou a protocolar o pedido de uso da palavra na Câmara.
“Quando você tem vereadores assim como Cícero, há 35 anos, isso mostra que a Câmara não é democrática. Essa não é a casa do povo, eles não nos representam. Esse movimento vai ganhar as ruas. Sábado às 10h em frente ao (Theatro) Pedro II nós vamos reivindicar pela ética e pelos valores políticos”, afirmou Paschoalick.
Cícero deixou a Câmara por uma porta aos fundos do plenário e não falou com a imprensa.

12/04/2012 - 21h15

Manifestantes pedem democracia e fazem 6º protesto na Câmara de Ribeirão

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GABRIELA YAMADA
DE RIBEIRÃO PRETO

Atualizado às 21h18.
A sessão da Câmara em Ribeirão Preto (313 km de SP) recebeu na noite desta quinta-feira o sexto protesto em 16 dias contra o aumento salarial dos vereadores.
Liderado pelo Movimento Panelaço, grupo criado a partir das redes sociais, a manifestação lotou o Legislativo.
O protesto teve momentos tensos, principalmente após o professor de história Jonas Paschoalick, 30, representante do grupo, ter seu pedido negado para falar na tribuna
Silva Júnior/Folhapress
Manifestantes fazem protesto simbolizando o "enterro da ética" na política de Ribeirão em frente à Câmara
Manifestantes fazem protesto simbolizando o "enterro da ética" na política de Ribeirão em frente à Câmara
Após a rejeição do pedido, Paschoalick foi cobrar explicações do presidente da Câmara, Cícero Gomes (PMDB). Nesse momento, ele discutiu com o vereador enquanto manifestantes gritavam "democracia", empunhando cartazes de críticas aos vereadores.
A discussão ocorreu enquanto a vereadora Gláucia Berenice (PSDB) estava na tribuna. Ela foi impedida de falar devido à manifestação.
Apesar dos protestos, Cícero reiterou nesta quinta-feira que não vai voltar atrás no aumento dos salários.
Por isso, segundo Paschoalick, o grupo vai buscar agora apoio popular nas ruas da cidade. "A população nos apoia", disse.
SEM SOM
Durante os protestos, a TV Câmara transmitiu imagens da manifestação, mas enquanto Cícero e Paschoalick discutiam não havia som.
Enquanto ocorria o protesto, um funcionário da Câmara filmou os manifestantes, seguindo orientação de outro servidor da Casa.
Na única vez que Paschoalick falou na tribuna, na terça-feira passada (3), ele leu um manifesto de repúdio aos vereadores e classificou de "coronelista" a gestão de Cícero.
Desde 27 de março, o Movimento Panelaço tem acompanhado todas as sessões do Legislativo. Isso ocorreu após os vereadores aumentarem em 39,8% os seus salários, que vão de R$ 9.288,04 para R$ 12,9 mil na legislatura 2013-16.




exta, 13 de Abril de 2012 - 09h29 ( Atualizado em 13/04/2012 - 10h23 )

Cruzes, gritos e bate boca marcam sessão do Legislativo

Movimento do panelaço faz barulho para cobrar respostas dos vereadores

Monize Zampieri
Tamanho da LetraA-A+
A Câmara foi palco de uma sessão atípica e sem controle, na noite de ontem (12). Após realizar um enterro simbólico da ética, em frente à Casa de Leis, utilizando cruzes, o movimento do panelaço voltou ao plenário pela quinta vez consecutiva para protestar contra o reajuste de quase 40% no subsídio dos vereadores para a próxima legislatura e a falta de uma "resposta moral" às manifestações.
Munidos de cartazes, faixas e apitos, os cerca de cem protestantes fizeram coro em gritos de repúdio e vaias aos vereadores que, representados pelo presidente Cícero Gomes (PMDB), argumentaram o aumento com artigos da Constituição Federal e Lei Orgânica do Município.
Insatisfeitos com a justificativa, o grupo programa uma mobilização para amanhã, às 10h, em frente ao Theatro Pedro II. Fora dos sites de relacionamento, a proposta é atrair um número ainda maior de munícipes às sessões e, por meio de pressão, conseguir a revogação do reajuste.
O professor Jonas Paschoalick, um dos representantes dos manifestantes, chegou a bater boca com o presidente da Câmara, sob os olhos atentos de guardas municipais, policiais à paisana e assessores.
"Entendemos que essa não é a casa do povo e que esses vereadores não nos representam, pois não temos voz aqui", lamentou.
Com o objetivo de desgastar a imagem dos vereadores, que devem disputar as eleições municipais de outubro, o grupo não pensa em encerrar os atos e já cogita outros meios de efetivar o "movimento não reeleja". "Estamos pensando em uma cartilha com informações sobre a vida financeira desses vereadores e distribuir nas bases eleitorais", disse Giorgi Denner.
Depois de se ausentarem do plenário por uma hora para discussão, os vereadores, mais uma vez, participaram de uma sessão relâmpago ao som de gritos, como "Tá faltando ética", "Acabou o seu recreio", "A luta continua, sábado na rua", "Aqui é compromisso, vem mostrar serviço", "Democracia não é covardia" e "Esse silêncio eu não mereço, o enterro é só o começo".
Cícero e manifestante batem boca
O presidente da Câmara, Cícero Gomes (PMDB), e um dos representantes do Movimento do Panelaço, Jonas Paschoalick, discutiram ontem no plenário. O chefe do Legislativo não autorizou o protestante a fazer uso da palavra na tribuna, apesar de ter protocolado solicitação ontem.
A tensa discussão ocorreu no momento em que a vereadora Gláucia Berenice (PSDB) fazia uso da palavra em meio a gritos de repúdio. A falta de controle da situação fez com o presidente da Câmara encerra-se a sessão repentinamente, sem que a parlamentar terminasse seu discurso.
Nos minutos seguintes em que permaneceram no plenário da Câmara, devido ao tempo regimental da sessão, os vereadores continuaram a ouvir vaias e berros de protesto dos cerca de cem protestantes.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Panelaço exige uma resposta!




Pessoal, amanhã, quinta-feira, 12/04/2012, teremos um 4º panelaço na Câmara de Vereadores de Ribeirão. Veja notícias abaixo e entenda o caso em artigo já escrito nesse blog, em abril, sob o título “Panelaço na Câmara” e em março, sob o título “20 vereadores bastam para Ribeirão!”.
O movimento está ganhando cada vez mais força e visibilidade. Todos os meios de comunicação de Ribeirão estão acompanhando as ações e cobrando respostas dos vereadores acerca dos pedidos de revogação dos aumentos, nos subsídios dos vereadores, em que houve um reajuste de 40%, e do número de vereadores, de 20 para 27 para a próxima legislatura.
Toda essa movimentação e a cobertura da imprensa vêm intimidando e incomodando os vereadores.
A causa é justa e a participação popular não só faz ter voz a causa como também dá força para que ela consiga ser mais forte que a insensatez e o autoritarismo dos interesses espúrios.
Ontem após o 4º panelaço fizemos uma reunião e acordamos que cada um de nós presentes na reunião nos esforçariamos para que a causa ganhe cada vez mais energia e força.
Acreditamos que o povo, unido, pode fazer valer a vontade popular.
Então, nesse momento, é preciso a participação de todos que concordam com a revogação dos aumentos, do salário dos vereadores e do aumento no número de vereadores, comparecendo na Câmara nessa quinta-feira, 12/04, às 18hrs, chamando e levando mais companheiros e divulgando o movimento.
É preciso agir!
Se vocês ficaram indignados com o aumento dos subsídios dos vereadores e do número de vereadores, esse é o momento ideal para expressar a indignação.
Contribua, faça, compareça, divulgue!
Também, idéias e sugestões para o movimento são muito bem vindas.

Abraços fraternos,
Raquel Bencsik Montero


Vídeo do Jornal da Clube:
http://www.jornaldaclube.com.br/videos/5348/vereadores-ficam-calados-frente-a-um-novo-protesto
http://youtu.be/INRjItzYKrU

Novo 'panelaço' acua vereadores de Ribeirão Preto (SP)

GABRIELA YAMADA
DE RIBEIRÃO PRETO
A pressão do Movimento Panelaço para que os vereadores de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) se posicionassem quanto a um requerimento contra o aumento de seus salários fez com que a Câmara tivesse nova sessão relâmpago na noite desta terça-feira (10). O documento foi protocolado na semana passada.
Por conta do protesto, a sessão foi encerrada uma hora após o início. O grupo exige resposta aos pedidos de revogação das leis que aumentaram os salários dos vereadores em 40% e o número de cadeiras do Legislativo, de 20 para 27.
Assim que o presidente da Casa, Cícero Gomes da Silva (PMDB), encerrou a sessão, o público vaiou os vereadores e os chamou de "covardes".
Apenas Silvana Resende (PSDB) se manifestou sobre o movimento. Na tribuna, ela afirmou que aprova o "panelaço" e que os manifestantes são importantes para que projetos sejam reprovados.
No entanto, ela não se posicionou sobre os pedidos feitos pelos manifestantes.
Com cartazes, faixas e apitos, o grupo prometeu voltar à sessão de quinta-feira.
"Estamos aqui para fiscalizar e observar o que está acontecendo. Mais uma vez, eles fugiram", afirmou a bióloga Karina Rodrigues.
Vereadores da oposição discutem maneiras de reverter as leis já aprovadas. Anteontem, Gilberto Abreu (PV) e Silvana Resende se reuniriam com os manifestantes, mas o encontro não ocorreu.
Além do "panelaço", ciclistas estiveram ontem na Câmara para pedir reforço na segurança das ruas e resposta às investigações da Polícia Civil sobre roubos de bicicletas.
Representando a categoria, a ciclista Andreia Aleixo leu uma carta em que afirma que há falta de patrulhamento nas ruas da cidade. "Existe a falta de segurança nos horários noturnos. Os ciclistas correm risco de morte", disse.
Em nota, a Polícia Militar informou à Folha que os ciclistas não solicitaram formalmente o patrulhamento, descumprindo acordo feito no ano passado.
Após Andreia ler a carta, os vereadores Maurílio Romano (PP) e Samuel Zanferdini (PMDB) usaram o microfone para oferecer apoio aos ciclistas e falaram sobre formar uma comissão para acompanhar o caso. O tratamento foi diferente do que foi dado ao Panelaço na semana passada, quando Jonas Paschoalick, líder do grupo, leu uma carta de repúdio.
Na ocasião, nenhum vereador se manifestou. Apenas o presidente, Cícero, se desculpou pelo ato de seu funcionário, que rasgou um documento do movimento no final do mês passado.
"Isso que está acontecendo em Ribeirão é uma vergonha. Eles [os vereadores] se manifestam quando é conveniente", afirmou o estudante Danilo Souza Cruz, que faz parte do movimento.

Reunião com a comunidade da "Favela João Pessoa"


Continuando as ações de cidadania, foi realizada uma reunião com a comunidade do núcleo de favela denominada João Pessoa, no bairro Jardim Aeroporto em Ribeirão Preto, no feriado do dia 06/04/2012, às 09hrs. Veja fotos abaixo feitas pelo arquiteto e urbanista e membro ativo do movimento pró moradia e cidadania, Mauro Freitas.
A reunião foi acertada com o líder da comunidade, Senhor Jamil, que é o morador mais antigo dessa favela. Senhor Jamil mora na favela da João Pessoa há aproximadamente 30 anos.
O papel do líder da comunidade nessa reunião foi convocar todos os moradores da comunidade para participarem da reunião e assim, todos receberem as instruções objetivadas com a reunião. Também o líder, junto com demais colaboradores, buscou disponibilizar aparelho de som, microfone e uma casa como local para o encontro.
Essa reunião é parte de ações estratégicas que estão sendo realizadas nos núcleos de favelas que ficam ao redor do aeroporto de Ribeirão Preto. Iniciou-se com a carta dirigida para a Prefeita Darcy Vera onde foi relatada toda a situação dessa comunidade, inclusive a existência do direito ao usucapião da terra que a comunidade está ocupando. A carta foi postada nesse blog em momento anterior, sob o título “Carta para a Prefeita”, o qual pode ser lido na íntegra todo o relatório.
Assim dando sequência as plano de ações a serem realizadas nesses núcleos de favela, a reunião teve como objetivo, nesse momento, instruírem as pessoas da comunidade a irem na Defensoria Pública para ajuizarem ações judiciais de usucapião, e assim, resguardarem seus respectivos direitos.
Antes disso fiz contato com o coordenador geral da Regional da Defensoria Pública de Ribeirão Preto, o Defensor Público Victor Hugo Albernaz Júnior, para combinarmos como poderia se dar um mais ágil e eficaz atendimento, tanto para a comunidade como para a entidade Defensoria.
Com isso estabelecemos um plano de atendimento onde já informamos para a comunidade, na reunião feita, quais documentos cada pessoa teria que levar, para evitar várias idas das pessoas à Defensoria, e um rodízio de atendimento para evitar lotações e perda de tempo para as pessoas da comunidade.
Quando falei desse plano de atendimento para as pessoas da comunidade, prontamente elas começaram a ser organizar com carros, caronas e divisão de gasolina, num concreto socialismo.
O evento foi muito positivo. Houve muita interação das pessoas com perguntas, denúncias e solidariedade para colaboração. 
Povo organizado tem mais poder e consegue mais e melhor.

Raquel Bencsik Montero







sábado, 7 de abril de 2012

Chuva




A música do vídeo é bonita o coral canta bem mas o que mais me agradou nessa apresentação foi a interpretação da chuva que o coral reproduziu. Belíssima reprodução! Magnífico som!

Existe a explicação científica para o acontecimento que se denominou chuva. Mas em que pese essa explicação e suas coerências, a chuva tem também sua magia. Ela pode ser brava ou calma, aterrorizar ou apaziguar, aquecer ou esfriar, alegrar ou entristecer, produzir ou destruir, lavar ou sujar, encher ou transbordar, acolher ou afastar, ventar ou abafar, ajudar ou atrapalhar. Ela pode trazer muitas lembranças e sensações... 

...começava a chover e ai era o momento de ficar dentro de casa olhando pela janela a chuva forte que caia na rua, de ficar dentro de casa contando histórias e rindo, o que se tornava um momento muito aconchegante e prazeroso. Era o momento de ir dormir porque dormir com chuva é a própria benção, de escorregar de papelão na grama molhada da praça do “escadão”, de não ir na escola porque tinha começado a chover e já que era muito cedo e estava chovendo, melhor mesmo era ficar na cama, porque nada era mais acolhedor naquele momento, de sentir medo dos trovões e raios e reconhecer nossa própria fraqueza, a proteção da mãe que gera e a grandeza da mãe natureza, de ficar olhando as plantas dançarem ao vento e se lavarem do pó acumulado em suas folhas, de ver os pássaros molhados que não conseguiram se abrigar da chuva, de ver as goteiras que ser formam na árvores, de observar toda a harmonia que existe no universo e de aprender com ela, de ficar feliz ao sentir o cheiro da chuva antes que começasse a chover porque junto com a chuva se poderia reviver os acontecimentos bons que com as chuvas passadas ocorreram.

É o momento de temer tragédias que a negligência e corrupção humana permitem com que aconteçam quando seus governantes deixam de ser administradores de suas cidades para serem estelionatários populares e fazem sofrer muitos, como todos aqueles que em época de chuva ficam com suas casas alagadas, e para os que não tem casa, são seus próprios corpos que molham.  É o momento de pensar nos animais de rua, vítimas de seus respetivos donos, que os abandonaram quando não os queriam mais. 

É o momento de ser humano, porque todo esse contraste nos permite pensar que embora existam mazelas, existe o belo e se ele existe é porque é possível o melhor, ser melhor, fazer melhor, viver melhor.

Só algo transcendental pode proporcionar tantas sensações. Abençoada chuva!

  Raquel Bencsik Montero