A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia então? Serve para isso; para que eu não deixe de caminhar.
Raquel Montero
sábado, 12 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Meus 30 anos
No ano em que
completo 30 anos, comemoro a dádiva de viver mais um ano de vida com uma
alegria muito especial; a alegria de trazer comigo a certeza de que o tempo dos
anos passados sempre estive no caminho dos sonhos que sonhei, do ideal que
idealizei. Olho para esses 30 anos e vejo hoje claramente isso. Cada pessoa,
cada amigo, cada obstáculo, cada aprendizado, cada renúncia, cada alegria, cada
tristeza, cada perda, cada conquista... ....tudo que vivi me fez caminhar no
caminho dos sonhos que sonhei, me traz certeza do acerto dos passos dados e das
escolhas e renúncias feitas em busca desses sonhos. Neste vídeo, com alguns dos
companheiros muito especiais de jornada, com quem aprendi e aprendo muito, se
fortalece ainda mais essa certeza. Muito grata pela vida e por tudo que ela nos
traz.
Novos passos. Novos desafios.
Novos passos. Novos desafios. Compartilho aqui
da minha decisão em ser candidata a deputada estadual e das razões
que me levaram à essa decisão.
Uma estudante embalada por sonhos de uma vida melhor para todos.
Assim começou, há quinze anos, a minha trajetória política. Nunca
me conformei com os problemas sociais. Sempre acreditei que é
possível mudar para melhor, que é possível todos terem as mesmas
oportunidades e viverem de uma forma digna, com o melhor que a vida
pode nos oferecer.
Com esses ideais me engajei em movimentos
sociais, iniciando no movimento estudantil. Trabalhei na Procuradoria
do INSS, no Ministério Público Federal e na Defensoria Pública do
Estado de São Paulo. Me tornei advogada e logo após também fui
aprovada para cargo do Ministério Público do Estado de São Paulo,
o qual, por razões ideológicas, não tomei posse. Fui nomeada
membro da mais importante comissão da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), a Comissão de Direitos Humanos, por duas gestões de
diferentes presidentes.
O tempo percorrido nessa militância só reforçou ainda mais minha
busca por justiça e minha vontade de querer fazer mais. A vontade de
querer fazer mais, no entanto, pedia mais poder e instrumentos para
poder fazer mais. Poder e instrumentos esses que são atribuídos
pela lei aos representantes do povo.
Como militante social vivenciei a força da cidadania e o poder do
povo, mas também vivenciei os seus limites. Só quem já participou
de manifestações sociais sabe como podem ser fortes os limites e
obstáculos que o sistema nos impõe. Eu vivenciei isso, eu encontrei
portas fechadas, eu tentei abrir portas, eu constatei os limites de
quem está por fora dos órgãos públicos tentando abrir portas.
Aprendi que é preciso também ter pessoas do outro lado da porta
para abri-la por dentro, e que abrir a porta por dentro é poder
abrir mais portas e com mais rapidez. Agora eu quero abrir a porta
por dentro, e a candidatura a deputada estadual de São Paulo
mostrou-se como a chave para abri-la.
Isso porque às deputadas e aos deputados é que compete fazer as
leis que podem mudar nossas vidas, que podem fazer com que obras e
serviços do Governo se realizem da melhor forma para o povo, que
podem influenciar sobre o destino do orçamento do estado e que podem
intervir para conseguir verbas federais para mais investimentos em
nossas cidades possibilitando que tenhamos aquilo que precisamos para
viver bem.
É para esses objetivos que quero ser deputada
estadual de São Paulo. Eu acredito que nosso estado pode mais, e
quero ser deputada para mostrar isso, realizando nossos sonhos de um
estado mais justo. Quero renovar o Estado de São Paulo para
transformar São Paulo na capital nacional da justiça social.
Um grande abraço e boa luta!
sábado, 5 de julho de 2014
2011... ...CPI da COHAB
Jornal Tribuna;
Falar de direitos humanos
nas favelas foi se tornando um projeto cada vez maior, como maior também foi se
tornando meu envolvimento com os movimentos sociais para mais defesa de
direitos humanos. Nesse caminho, em dezembro de 2011, mobilizamos a sociedade
para mais um grande embate, fazer com que a Câmara de Vereadores de Ribeirão
instalasse uma CPI da Companhia Habitacional de Ribeirão Preto (COHAB). Fizemos
petição pública virtual para recolher assinaturas, protestos, e, por fim, no
dia seguinte ao protocolo da petição com as assinaturas, em 06/12/2011, o
pedido de criação da CPI da COHAB foi votado novamente na Câmara e restou
aprovado, convertendo-se a CEE até então criada para apurar denúncias contra a
COHAB e contra a prefeita Darcy Vera em CPI, como queria a população. Havia denúncias
de supostas fraudes no sorteio de casas populares e a Prefeita foi apontada
como uma das envolvidas no esquema. De forma alguma era o caso de uma CEE. Era
imprescindível uma CPI. E conseguimos. Mas a maioria dos vereadores não a queriam. A pressão popular foi mais forte.
Raquel Montero
sexta-feira, 4 de julho de 2014
2011... ...direitos humanos nas favelas
Uma reintegração de posse
de terra ocorrida em 05/07/11 na Favela
da Família, em
Ribeirão Preto, tornou-se
um marco dos acontecimentos violentos na questão de terras em Ribeirão (http://www.jornaldaclube.com.br/videos/1324/moradores-despejados-de-uma-favela-de-ribeir%C3%83o-preto). Policiais
militares usaram cães, cavalos, bombas de efeito moral e balas de borracha
contra as pessoas que ocupavam as terras. Foi triste assistir a tanta covardia,
violência e humilhação. A reintegração foi
cumprida em decorrência de uma liminar proferida pelo juiz, Júlio César Spoladori Domingues.
Diante de
tais fatos pessoas, entidades e movimentos sociais se uniram para se
manifestarem pacificamente no dia 11/08/11 no fórum onde trabalha o
juiz autor da ordem, objetivando repudiar o episódio e reivindicar
soluções pacíficas para casos futuros, desvinculadas de qualquer violência e
baseada no respeito aos direitos e garantias fundamentais a que faz jus todo
indivíduo.
Além da manifestação fizemos um manifesto e o destinamos a
todas as varas do fórum de Ribeirão. Depois desse fato o mesmo que juiz
expediu a ordem de reintegração de posse não integrou mais o Conselho Municipal
de Moradia Popular, sendo que antes ele era um dos Conselheiros, e também,
depois dessa manifestação que fizemos e que toda a imprensa deu cobertura, não
houve mais episódio de reintegração no mesmo sentido, ou seja, conseguimos um
pouco mais de respeito e cautela com as pessoas que moram em favelas. Foram
grandes conquistas e o fato se tornou um marco em razão da truculência
praticada e também porque em razão daquele fato pessoas se uniram para somar
forças e tentar fazer com que nunca mais aquela situação se repetisse. Eu fui
uma dessas pessoas e desde então comecei a falar de direitos humanos com
moradores de favelas e a organizá-los junto com outros militantes para a defesa
de seus direitos. Da tristeza tiramos aprendizados e forças para dias melhores.
Essa foi a maior conquista.
Raquel Montero
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Ribeirão Preto lança mais de 20 candidatos às urnas
Ribeirão Preto lança mais de 20 candidatos às urnas
Dos postulantes divulgados oito concorrerão a federal e 13 a estadual
30/06/2014 - 23:35
Alterar o tamanho da letra A+ A A-
Com 430,1 mil eleitores, Ribeirão Preto tem mais de 20 candidatos a deputado nas eleições de outubro.
Um dia após o fim das convenções partidárias, as legendas dão início à divulgação dos nomes que disputarão uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Um dia após o fim das convenções partidárias, as legendas dão início à divulgação dos nomes que disputarão uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Dos 21 nomes já anunciados no município, três buscarão a reeleição, nove tentarão alçar novos voos e outros nove estreiam ou insistem na briga pelos votos dos eleitores de Ribeirão Preto e região.
Dentre os nove candidatos que tentarão “subir de degrau” estão oito vereadores e um deputado. Após três mandatos na Assembleia, Baleia Rossi (PMDB) concorrerá pela primeira vez a uma cadeira de federal.
A mudança provocará uma briga entre os maiores caciques da política local: Baleia e Duarte Nogueira (PSDB), que buscará à reeleição pela segunda vez. Como ambos dirigem a executiva estadual de seus respectivos partidos, o duelo deve ultrapassar os limites das cidades da região.
Vereadores
Já entre os oito vereadores candidatos, dois são novatos - Ricardo Silva (PDT) e Rodrigo Simões (PP) exercem hoje o primeiro mandato - e seis são veteranos.
Já o vereador Léo Oliveira (PMDB), que foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos, é a maior “preocupação” de Rafael Silva (PDT) e Welson Gasparini (PSDB), que tentarão mais uma reeleição.
O peemedebista, que tem um programa de TV, teve mais de 87,6 mil votos nas eleições de 2010 ficando como primeiro suplente na Câmara dos Deputados.
Porém, desta vez, Léo disputará uma vaga de estadual para favorecer Baleia na briga para federal.
Baleia e Nogueira, no entanto, já têm como “dor de cabeça” da candidatura de Ricardo, que foi o vereador mais votado em Ribeirão, nas eleições de 2012.
O pedetista ainda fará dobradinha com o pai, o deputado Rafael Silva, que está na Assembleia há cinco mandatos e que tem forte trabalho na região junto a entidades assistenciais.
Dentre os candidatos que não ocupam cargo político estão advogados, empresários, psicóloga, professor e juiz aposentado.
João Gandini (PSB) e Emilson Roveri (PSOL) concorreram à Prefeitura de Ribeirão Preto nas urnas de 2012, mas foram derrotados no primeiro turno. Na época, Gandini estava no PT.
Dárcy se livra de gesso e de saia justa
O PSD de Gilberto Kassab foi o último partido político a promover convenção partidária - a reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (30).
Entretanto, a demora resultou em alívio para a prefeita Dárcy Vera (PSD) que pela primeira vez estará livre de gesso e de saia justa.
Ao fechar aliança com o PMDB de Baleia Rossi, que tem como candidato ao Governo do Estado o empresário Paulo Skaf, o PSD deixará de dividir palanque com o PSDB de Duarte Nogueira, que lançou candidatura do governador Geraldo Alckmin à reeleição.
Crítica a gestão Alckmin, Dárcy poderá fazer campanha contra os tucanos no Estado e ainda, sem nenhum constrangimento, a favor da presidente Dilma Rousseff (PT), que buscará à reeleição em outubro.
O apoio à Dilma foi acordado em 2012, quando o PT apoiou Dárcy no segundo turno das urnas municipais.
Sem perder tempo, a prefeita divulgou nota ácida nesta segunda: “Está na hora de o Estado de São Paulo inovar”.
Renovação é uma cartada
Boa parte dos candidatos que estreiam na disputa ou dos que tentam alçar novo voo está afinada no discurso da “renovação”.
Maurício Lodi (PV), por exemplo, diz ter decidido disputar pela primeira vez diante do descontentamento com a maior parte dos atuais políticos do país.
Outra parcela desses postulantes ainda está alinhada na crítica aos candidatos que, em tese, não têm chance de serem eleitos.
É o caso de Léo Oliveira (PMDB), que avalia que esses candidatos prestam um desserviço à sociedade, já que com a grande divisão de votos poucos são eleitos.
Segundo o cientista político Maximiliano Martin Vicente, muitos partidos obrigam seus quadros a concorrer para colocarem a sigla em evidência ou ajudarem os principais nomes.
Porém, para Vicente, há principalmente o caso dos que se candidatam pensando em eleições futuras, como a vereança em 2016.
PSDB e PT dão início a guerra no Estado de SP
A campanha só é permitida pela Justiça Eleitoral, a partir do próximo domingo, dia 6 de julho. Entretanto, PSDB e PT já deram início à “guerra” pelos votos no Estado de São Paulo.
Nesta segunda, o PT Estadual divulgou nota anunciando que moveria uma representação contra o PSDB e o governador Geraldo Alckmin por propaganda antecipada. A campanha do tucano teria colocado no ar site do candidato, segundo a acusação.
Já o PSDB Estadual divulgou nota domingo, frisando ter sido surpreendido com cartazes colocados na convenção estadual do PTB, que uniam a imagem de Aécio Neves - candidato tucano à presidência - à slogan semelhante ao do governo federal: “País rico é País sem pobreza.” A nota ainda destacou o respeito do PSDB à Legislação Eleitoral.
terça-feira, 1 de julho de 2014
2010... ....Para que serve a utopia? Serve para que eu não deixe de caminhar.
Em 2010 fui novamente nomeada para a Comissão de Direitos Humanos da OAB, agora por outro Presidente da entidade, o advogado Ricardo Rui Giuntini. No total fiquei cinco anos como representante de Direitos Humanos da OAB, por duas gestões consecutivas e de dois diferentes presidentes da entidade.
Foi na segunda nomeação que atendi um dos casos mais emblemáticos da minha militância social. Foi o Elvis. Um moço. Quase a mesma idade que a minha. Ele estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), mas não devia estar ali, já que era doente mental e necessitava de cuidados especiais, conforme prevê a lei. Mas não era só o Elvis que estava preso em estabelecimento errado. Através do Elvis tive acesso a vários outros doentes mentais que também estavam no CDP porque não havia vaga em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. Meu Deus! Quanto absurdo! Quanto desrespeito às pessoas!
A realidade se mostrava bem diferente do que previa a lei. E a mesma realidade gritava por mudanças. As mudanças que também nos motivam a sonhar. O sonho das mudanças que queremos ver na realidade. Eu quis mudar aquilo, para nunca mais ver aquela situação.
De tanto nos falarmos, fiz amizade com o Elvis e sua mãe. A mãe dele sempre me ligava, inclusive para desejar feliz Ano Novo e Natal. Um dia me ligou e disse que o Elvis estava todo diferente, estava alegre e cheio de planos, dentre os planos ele disse para ela que "queria fazer Direito para se tornar meu colega advogado e juntos combatermos as coisas erradas".
Era o sonho das mudanças que tem o poder de transformar realidades e pessoas.
Raquel Montero
Assinar:
Postagens (Atom)


