Raquel Montero

Raquel Montero

sábado, 18 de janeiro de 2014

Rolezinho no shopping e as contradições do preconceito

Dois sentimentos se misturaram na ação da Polícia Civil de Ribeirão Preto, comandada pelo delegado Haroldo Chaud; indignação e tristeza.
O jornal A Cidade divulgou que o Delegado disse em entrevista ao Jornal; “Eles não tentaram provocar um crime e, sim, um encontro. Mas, no meio dessa turma, existem os aproveitadores, que têm a intenção de cometer crimes. Então eles estão incitando.” (http://www.jornalacidade.com.br/noticias/NOT,2,2,916885,Policia+acaba+com+rolezinho+marcado+para+sabado+em+Ribeirao.aspx).
Ou seja, os jovens que criaram um evento no Facebook foram reprimidos e investigados só porque estavam chamando outras pessoas para irem no shopping! E ainda, foram acusados de, com a ação de chamarem outras pessoas para irem no shopping, estarem incitando ao crime! Também, pelo simples fato de convidarem pessoas para irem no shopping, foram responsabilizados, se, porventura, algum crime fosse cometido no shopping!
 Se assim é Delegado, por que os organizadores do Carnabeirão não sofrem a mesma ação da Polícia, já que, por vezes já foi encontrado entorpecentes na festa e diversos furtos e roubos foram cometidos dentro do evento?
O que os jovens queriam era simplesmente combinar um encontro no shopping. Em que momento isso é crime? E se isso fosse crime, todos nós deveríamos estar presos, porque invariavelmente combinamos encontros em diversos lugares, incluindo shoppings.
Se, eventualmente, pessoas praticarem crimes no encontro, quem deve ser responsabilizado é quem praticou o crime, e não outras pessoas que não praticaram e só organizaram o encontro. Se assim não fosse, os próprios prefeitos e prefeitas deveriam ser indiciados e estar presos em razão de todos os crimes praticados durante eventos realizados nas cidades pelas prefeituras.
E dizer que há aproveitadores no evento com a intenção de cometer crimes, é fazer afirmação preconceituosa, já que todos são inocentes até que se prove o contrário. Não há nenhuma prova desses "aproveitadores", e o próprio A Cidade, em entrevista com o Delegado, reproduziu isso; "Haroldo diz que a denúncia é baseada em conversas da rede social. Um jovem que aderiu ao evento teria dado a entender que praticaria furtos. “O outro coloca uma coisa um pouco mais agressiva, mas não criminosa. ‘A favela contra a classe média’. A frase tem potencial de incendiar o negócio”.
"Dar a entender", "uma coisa mais agressiva, mas não criminosa", ora, em que momento isso é crime? Se assim fosse o dono do próprio Facebook  é que deveria ser o primeiro a ser investigado e inquirido pelo Delegado, já que tantas conversas nessa rede social "dão a entender" tantas coisas, e tanta "coisa agressiva" é dita na rede.
 Nesse fato lastimável, nenhuma alegação apresentada pelo Delegado, como se vê, justifica a ação praticada contra os jovens, ao revés, revelam por mais este fato a grande repressão social que ainda existem contra determinadas pessoas, que são classificadas dentro de "classes sociais".
A molecada foi reprimida, com ágil aparato policial, por organizarem um encontro no shopping. Foi isso. Nenhum crime foi praticado e nenhum crime existe nisso. Porém, os jovens que organizaram o encontro foram interrogados pelo Delegado, a Polícia Civil telefonou para o trabalho de um deles, falando para comparecer na Delegacia, inclusive, segundo a reportagem, a Polícia queria buscá-lo no trabalho, e passaram a ser investigados por "incitação a crime".
Um dos jovens interrogado pelo Delegado, nunca havia pisado em uma Delegacia antes. Ele faz curso profissionalizante e é estagiário em uma loja de um shopping. Sua mãe disse que, além disso, ele é o homem de casa, responsável e cuida da família (http://www.jornalacidade.com.br/noticias/policia/NOT,2,2,917211,Trataram+meu+filho+como+criminoso+diz+mae+de+jovem+que+tentou+organizar+rolezinho.aspx). Perfil bem diferente do que dizem dos jovens que vão no rolezinho, como se vê em muitas manifestações de racismo na internet;


E é exatamente esse racismo e preconceito que dão ensejo às repressões sociais historicamente praticadas contra negros, pobres e moradores de periferias. E essas repressões contribuem ainda para multiplicar e potencializar manifestações, essas sim, criminosas, como mostra a imagem acima, praticadas como mais injustiças contra determinadas pessoas, ou classes sociais. São crimes de racismo, apologia e incitação a crime. Porém, nesse contexto, só o rolezinho, que é só um encontro de jovens historicamente excluídos, para passear num espaço, historicamente elitizado, é que é criminalizado.
Essas são algumas das contradições do preconceito.

Raquel  Montero

Fonte da imagem: http://revistaforum.com.br/blog/2014/01/negrada-e-baianada-criminalizacao-de-rolezinhos-gera-explosao-de-racismo-na-internet/ 


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Faixa de ônibus incomodando...



Não é de hoje que as políticas públicas se voltam para o automóvel, e tão somente para ele, restando pouca, ou nada, de atenção para os demais meios de locomoção que podem ser utilizados nas cidades.

Nessa produção muitos ganham; Bancos com os financiamentos e leasing, meios de comunicação com as propagandas dos produtos, indústria que faz o aço, o plástico, o couro, que integram o produto final, as empresas que fazem obras públicas de construção ou manutenção de ruas, avenidas e rodovias.

Apoiando esse consumo, direta ou indiretamente, está a falta de investimento em alternativas de transporte público e meios individuais de transporte além dos automóveis, como as bicicletas.

Enquanto não se investe em meios coletivos de transporte e em meios alternativos aos automóveis individuais, se tem uma estrutura capenga nesses meios sem investimento e isso se torna um grande estímulo para que as pessoas busquem carros ou motos, alimentando esse consumo.

Por um lado muita gente lucrando com a precariedade, por outro lado, muito mais gente ainda, sendo prejudicada com a mesma precariedade. Todos os dias, os paulistanos gastam, em média, 2h e 42min para se locomover na cidade. Por mês, são dois dias e seis horas passados no trânsito. Por ano, chegamos a passar, em média, 27 dias presos em congestionamentos.

Não é difícil adivinhar que setor da população puxa essa média pra cima: segundo dados da última pesquisa "Origem e Destino", realizada pelo metrô, o tempo gasto pelos usuários de transporte público em seus deslocamentos é 2,13 vezes maior que o de quem usa o transporte individual.

E o que fazer então? Qual a melhor alternativa para se transitar na cidade?

Especialistas em tráfego dizem que a saída é grandes investimentos em transporte público.

E é o que está sendo adotado em São Paulo, pelo atual Prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT), para tentar enfrentar o problema do transporte público. Já houve a implementação de faixas exclusivas de ônibus em várias regiões da cidade. Neste final de ano, já são 295 km de faixas exclusivas e um ganho de quase 50% na velocidade média dos ônibus, que subiu de 13,8 km/h para 20,4 km/h.

Mas a medida vem descontentando, principalmente, usuários de automóvel particular, que têm passado mais tempo em congestionamentos desde a instalação das faixas. Sobre o assunto, um dos primeiros que se manifestou contrariamente às faixas foi o Estadão, que em um editorial do mês de outubro acusou a gestão municipal de “má vontade com o transporte individual”. Recentemente foi a vez de a revista Época decretar em manchete de capa que a experiência das faixas “deu errado”. Na matéria, a revista acusa a frota de ônibus paulistana de ter recebido “tratamento VIP” em diversas ruas da cidade.

Quem fala em “má vontade com o transporte individual” e em “tratamento VIP” dado aos ônibus parece desconhecer o fato de que os carros particulares, que transportam apenas 28% dos paulistanos, ocupam cerca de 80% do espaço das vias. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, que transportam 68% da população, ocupam somente 8% desse espaço.

Esses números só confirmam que, na verdade, a “má vontade” de nossos gestores sempre se voltou ao transporte coletivo e quem sempre usufruiu de “tratamento VIP” foram os carros... afinal, o transporte por ônibus em nosso país sempre foi considerado “coisa de pobre” e, como tal, nunca precisou ser eficiente, muito menos confortável.

Sabemos que combater o poder econômico infiltrado em vários setores e aspectos da vida em sociedade é tarefa muito, mas muito difícil. Há tantos obstáculos, resistência e estratagemas por trás das máscaras que fazem com que as soluções, que já existem, sejam proteladas injustificadamente.


Raquel Montero

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Um balanço do Senado em 2013

Disse Heráclito que nada é permanente, exceto a mudança.

E eu concordo. E nesse sentido, vi um Senado mais progressista no ano de 2013. Um Senado que aspirou renovação e inspirou esperança em muitos que assistiram as mudanças provocadas pelo Senado.

E faço aqui, então, um balanço com os destaques que vi de auspicioso nessa Casa de leis, com a aprovação de projetos que fortaleceram a democracia e aperfeiçoaram nossas relações sociais;

- 75% dos royalties do pré-sal para investimentos em educação;

- Estatuto da Juventude;

- a garantia aos trabalhadores domésticos dos mesmos direitos reservados aos demais empregados;

- a aposentadoria especial para deficientes;

- a transferência por herança na concessão de taxis;

- a regulação do programa Mais Médicos;

- a obrigatoriedade de o SUS realizar plásticas reparadoras imediatamente após a retirada das mamas, em caso de câncer;

- voto aberto nas votações de cassações de mandato e de vetos presidências;

-  exigência de ficha limpa no acesso ao serviço público;

- procedimento mais prático para projetos de iniciativa popular;

- a corrupção transformou-se em crime hediondo, e foi criada punição com multas de 20% do faturamento bruto para empresas envolvidas em atos corruptos;

- fim  das aposentadorias integrais para juízes e promotores condenados pela Justiça;

- resgate histórico, com a devolução do mandato a Luiz Carlos Prestes, histórico dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que morreu em 1990;

- anulação de sessão do Congresso, de 1.º de abril de 1964, que declarou vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart, o gaúcho Jango, estar em solo brasileiro. Trinte e sete anos depois de sua morte, que ocorreu na Argentina, onde vivia exilado, o ex-presidente Jango também teve o mandato devolvido pelo Congresso.


Raquel Montero

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Menos homenagens e mais trabalho


"Será, porventura, a falta de ciência que há em muitos pregadores? Muitos pregadores há que vivem do que não colheram e semeiam o que não trabalharam."
Quem falou isso foi Padre Antônio Vieira, em Sermões Escolhidos.
Padres foram os principais homenageados do vereador Capela Novas (PPS). De fevereiro (janeiro não houve trabalhos legislativos porque a Câmara estava de recesso) a agosto de 2.013, o vereador Capela Novas (PPS), foi campeão na apresentação de projetos de lei para dar nome a rua. No total foram 24 projetos, e quase a totalidade deles com nomes de padres. São quase 04 projetos por mês só de autoria do vereador Capela.
Após a repercussão desse levantamento (vide reportagem http://www.jornaldaclube.com.br/videos/10373/excesso-de-projetos-de-lei-para-nomea%C3%87%C3%83o-de-ruas-chama-a-aten%C3%87%C3%83oo vereador diminui significativamente sua iniciativa para projetos de lei para nome de rua. Até o final da legislatura de 2.013 o vereador apresentou 10 projetos.
O ritmo de homenagens não foi muito diferente para os a maioria dos demais vereadores. Dos 380 projetos de lei apresentados por vereadores, mais de dois terços desse número se referem a homenagens.
Da análise do exercício da função legislativa por parte dos vereadores de Ribeirão Preto, constata-se que a maioria dos vereadores exercem sua função legislativa, que também é um dever e um poder, de maneira inútil e irrelevante diante das necessidades da população.
Isso porque a maior parte dos projetos de lei apresentados pela maioria dos vereadores se referem a projetos para dar nome a rua, nome a prédios públicos, fazer declarações de utilidade pública, instituir datas comemorativas e conceder títulos de cidadania para pessoas e empresas.
O restante dos demais projetos apresentados, muito embora tratem de outros assuntos, não são menos inúteis e irrelevantes para a cidade já que não podem ser aproveitados porque contém vícios de ilegalidade ou inconstitucionalidade.
Ou seja, de que forma qualquer um desses projetos contribui para melhorar a vida das pessoas e transformar a cidade? De que forma qualquer um desses projetos contribui para erradicar ou diminuir os graves problemas que o município ainda enfrenta, como é o caso do grave déficit de vagas na educação infantil e o déficit habitacional?
Não contribuem em nada, ao contrário, só retira mais espaço para se debater e refletir sobre esses assuntos, que poderiam, estes sim, verdadeiramente melhorar a vida das pessoas e transformar a cidade.
Esse levantamento leva ainda a duas outras constatações; 1. essa maioria de vereadores não tem conhecimento da lei e das funções que lhe competem como parlamentar para melhorar a cidade, ou não; 2. eles têm sim esse conhecimento mas preferem destinar seu tempo para trabalhos inúteis e irrelevantes ao invés de destinarem para trabalhos úteis que poderiam, de fato, melhorar a cidade. Qualquer dessas constatações, porém, é grave, vergonhosa e abominável.
Diante desse quadro, todo discurso de qualquer um desses vereadores que preferiu usar de seu tempo dessa maneira inútil, se transforma em meras palavras. É isso que temos quando os atos não são coerentes com as palavras. E se a ação começa incoerente é sequência normal que leve à outras incoerências. E assim se verifica com as próprias homenagens feitas pelo campeão de apresentação de projetos de lei para nomes de rua, Capela Novas, que na grande maioria dos projetos que apresentou, os homenageados para constarem como nome de rua foram padres.
Será que o verdadeiro padre, o vocacionado, o que segue os preceitos que prega, concorda com essa atitude do vereador Capela Novas?

Raquel Montero

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Censura na TV Câmara é aberração

No jornal A Cidade, minha opinião sobre a censura na TV Câmara. E já adianto; vamos protestar.

Vereadores censurando cartazes e manifestações populares é aberração. Aberração!

Raquel Montero


Vereadores aprovam regra de censura na TV Câmara

Manifestações, protestos e cartazes motivaram a ação

30/12/2013 - 21:06
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Matheus Urenha / A Cidade
Gravações serão interrompidas durante manifestações e protestos (foto: Matheus Urenha / A Cidade)
A partir de agora está oficializada a censura contra a exibição de cartazes de protesto, de pessoas ou manifestações pela TV Câmara de Ribeirão durante as sessões legislativas. A norma, que já era praticada, foi aprovada pelos vereadores quatro dias após manifestantes ocuparem o plenário da Casa de Leis.
A TV Câmara até exibiu parte da invasão, mas interrompeu a transmissão instantes depois.
A mesma medida vale para as transmissões das reuniões das CPIs (Comissões Parlamentar de Inquérito) e das CEEs (Comissões Especiais de Estudo).
A “censura” consta no artigo 7º do Código de Conduta da TV Câmara, que foi elaborado pela Comissão Permanente de Comunicação.
O presidente da comissão, vereador Jorge Parada (PT), afirma que o artigo não propõe qualquer censura durante as transmissões das sessões pela TV.
“Não há qualquer intenção de cercear a liberdade de expressão daqueles que vão à Câmara manifestar. O código busca disciplinar o funcionamento da tevê legislativa”, disse.
Segundo o petista, a decisão pela interrupção da transmissão, caso ocorra algum fato negativo, ficará a cargo do presidente da Câmara decidir.
‘Passou despercebido’
Após a aprovação unânime pelo plenário, membros da Comissão Permanente de Comunicação, que elaboraram o documento, passaram a ter entendimento contrário sobre a censura.
O vice-presidente da comissão, Rodrigo Simões (PP), afirma que o caso passou batido por ele. “Não faz sentido interromper a transmissão da TV Câmara. O fato de haver uma manifestação não justifica suspender a exibição”, disse.
Rodrigo afirma que conversará com Parada para discurtir alguma mudança no texto do código aprovado.
Já o responsável pela TV Câmara, Sérgio Figueiredo, afirma não existir censura.
Movimentos criticam ato
Líderes de movimentos sociais estão bastante revoltados com a aprovação da censura na TV Câmara.
O membro-fundador do  Movimento Por Uma Ribeirão Melhor, Paulo Arruda, afirma que o caso é mais uma evidência de cooperativismo dentro do Legislativo.
“Ribeirão vai se chamar sucupira. Estamos vendo uma cidade em estado terminal. As questões éticas e morais estão desaparecendo”, afirma.
Já a membro do PróMoradia e Cidadania, Raquel Montero, afirma que a regra aprovada contraria dois princípios constitucionais, a de publicidade e transparência. “Não tem coerência. Vamos protestar na primeira sessão após o recesso”, diz.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Não vereador, você não pode.

  Não vereador, você não pode constranger as pessoas, nem praticar censura prévia e cerceamento da liberdade de expressão. Se constranger, cercear ou censurar, nós vamos protestar.

  No Jornal A Cidade, minha opinião sobre a atitude do vereador Walter Gomes em tentar fazer revista diária em bolsas e mochilas de pessoas que querem entrar na Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto;


Após repercussão, Walter recua sobre revista diária na Câmara

Pelo Facebook, novo presidente diz que medida será esporádica

27/12/2013 - 23:47
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23.dez.2013 - Matheus Urenha / A Cidade
Walter agora diz que revistas serão ‘esporádicas’ (Foto: 23.dez.2013 - Matheus Urenha / A Cidade)
Após a repercussão negativa do anúncio que bolsas e mochilas seriam revistadas a partir de 1º de janeiro para entrar na Câmara de Ribeirão Preto, o futuro presidente, Walter Gomes (PR), recuou em sua decisão e amenizou o tom.
Pelo Facebook, Walter mudou a versão após receber críticas, principalmente de movimentos sociais, e disse que as revistas serão apenas em “casos esporádicos”.
“Elas [revistas] não serão rotineiras, diárias. Ocorrerão apenas quando sentirmos que há o risco de uma manifestação ultrapassar os limites da segurança de todos os presentes na sessão”, disse o futuro presidente.
Quando defendeu a importância da revista, o futuro presidente disse que “quem não deve, não teme”.
Segundo ele, pessoas do bem não se sentirão constrangidas. “Além do mais, pessoas corretas não vão ao Legislativo com armas ou bombas na mochila.”
A decisão de instituir a revista diária para entrar na Câmara ocorreu após o protesto popular realizado durante a última sessão ordinária de 2013, quando manifestantes jogaram bombas e um sinalizador no plenário.
Para evitar abusos durante a revista, Walter disse que o trabalho será feito por um funcionário capacitado.
Porta giratória
Sobre a reativação do detector de metais que fica na porta-giratória, Walter também mudou o discurso.
“Ele [detector de metais] sempre existiu, apenas ficou temporariamente desligado, devido a um defeito técnico que foi corrigido recentemente”, postou no Facebook.
Com a repercussão negativa do caso, Walter chegou a conversar nesta quinta com alguns vereadores que encontrou pelos corredores do Legislativo.
Walter pode sofrer protesto em sua 1ª sessão
Membros de movimentos sociais não descartam um protesto na primeira sessão presidida por Walter Gomes em 2014 contra a decisão de realizar revista em bolsas e mochilas de quem deseja entrar na Casa de Leis.
Secretário-geral da Associação dos Profissionais do Ensino de Ribeirão, Leonardo Sacramento afirma que a organização do protesto anti-Walter deverá ser articulado com os demais movimentos sociais.
“Não concordamos com essa revista. A Câmara não é um patrimônio dos vereadores”, disse.
Membro do PróMoradia e Cidadania, Raquel Montero também defende a realização do protesto.
“A decisão de Walter é o cerceamento, uma censura prévia, contra a liberdade de expressão”, avalia.

Feliz Ano Novo!


No Ano Novo;
"Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois.
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor... ...o sal da terra" 
(Beto Guedes/Ronaldo Bastos)
  Desejo que a cada dia do novo ano cada um de nós deixe nascer, fluir, crescer e viver o amor que carregamos em nossa essência e que nos dá o poder de neutralizar o ódio de milhões, construir as mais fortes e extensas pontes e dissolver com qualquer conflito a que tenhamos, verdadeiramente, vontade de resolver. Feliz Ano Novo!


Raquel Montero